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Não havia outro desfecho possível para o sequestro na ponte Rio-Niterói




O sequestro de um ônibus com trinta e sete passageiros em plena ponte Rio-Niterói e seu desfecho drástico dominaram o noticiário e as rodas de conversas durante todo o dia, sobretudo pela rapidez em que os eventos se desenrolaram. As cenas do governador Wilson Witzel chegando ao local de helicóptero e comemorando de forma efusiva foi o suficiente para reacender o falso debate sobre a letalidade policial nestes casos.

O ponto é que esta é uma falsa polêmica sob a ótica da solução, já que não havia outra alternativa razoável. Em que pese o sequestrador William Augusto Nascimento estar armado com uma pistola de brinquedo e ser aparentemente um desequilibrado, a polícia não tinha condições de aferir este ponto. Alguns veículos têm ventilado que o sequestrador não havia ameaçado incendiar o ônibus, contrariando as primeiras informações. Bom, até agora conjecturas. O fato é que William assumiu o risco de ser abatido pelos atiradores da polícia fluminense a partir do momento em que se dispôs a fazer aqueles cidadãos de refém.

A partir deste ponto vemos as mesmas esquerdas de sempre tergiversando sobre o caso, se recusando a admitir que apesar de qualquer frustração emocional ou socioeconômica, William era um agressor. Seja lá qual foi sua reivindicação, ela se deu por meio da coerção mais violenta possível. Aqui vale a mesma regra aplicada ao terrorismo: não se negocia com terroristas por se tratarem de indivíduos que rejeitam a ordem e as normas do debate político civilizado para voltarem ao primitivismo da ação direta por meio da violência. Se a política é a guerra por outros meios, é válido definir que terroristas optam pela política por meio da guerra. Daí não tem nem conversa.


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É evidente que parte das reações não tem nenhuma relação com o caso em si, e que muitos dos que manifestam contrariedade com o desfecho estão aprisionados em seitas ideológicas. Estes indivíduos escolheram rejeitar a realidade para se refugiar em um universo paralelo. São os que chamam o impeachment de golpe e o regime bolivariano de democracia. Neste caso não há o que se fazer. Mas há outros que, bem, outros estão mais preocupados com o governador Witzel.

Quem acompanha este blogueiro nas redes sociais já deve ter se deparado com alguma crítica ao atual governador do estado do Rio de Janeiro, portanto a análise aqui é completamente desapaixonada: muitos estão preocupados com os eventuais louros políticos que Witzel irá colher com este episódio. Mas o que se vai fazer a respeito? Vamos criticar o sujeito por não gostarmos de seu sorriso? Imaginem se o infame Luís Inácio houvesse erradicado a extrema-pobreza no Brasil, aberto o mercado e privatizado 80% das nossas jurássicas estatais. Quem liberal ou conservador em sã consciência iria se levantar contra uma política de Estado que geraria desenvolvimento apenas por militar em campo político oposto ao do agora presidiário?

Sim, seria muito pequeno. É verdade que Witzel agiu de forma desnecessariamente espalhafatosa, que talvez sua vibração tenha sido equivocada e que a forma como conduziu o caso foi por demais política. O que se fará quanto a isso? Ele viu uma oportunidade e a utilizou. Considerando que haviam trinta e sete reféns e que a informação de que a arma era de brinquedo só surgiu após a morte de William, então o correto é dizer que o caso teve um excelente desfecho - apesar da politicagem desnecessária do governador. Os dividendos de Witzel neste caso se tornam simplesmente irrelevantes.

O caso que há que se discutir agora é a pusilanimidade de parte de nossos agentes políticos. Se de um lado alguns comemoraram mais a morte do rapaz do que o salvamento dos reféns, do outro há quem divulgue que tudo não passou de uma farsa. Se é verdade que nunca se pode duvidar de armação quando se envolvem políticos brasileiros, também é verdade que não houve tempo hábil de se dizer o contrário. Se daqui há algum tempo surgirem evidências de conspiração, a Justiça se encarregará dos envolvidos. No entanto cabe ponderar que qualquer um que defenda esta tese está sendo leviano, já que não há qualquer indício que prove esta tese. Deste modo só cabe lamentar que nosso debate seja em grande parte norteado pelo vil mutualismo entre canalhas de esquerda e canalhas de direita. Ambos construíram uma sólida relação de dependência da sordidez do outro, dando a entender que cada um representa o antídoto contra a peçonha do adversário. Se não nos livrarmos disso poderemos terminar em barbárie. 
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