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Diálogo entre PCC e PT não é nenhuma novidade

Rebelião em Junqueirópolis, 2006 / JP



Mais uma vez o Partido dos Trabalhadores se torna notícia por suas relações com o submundo, desta vez com o Primeiro Comando da Capital - vulgo PCC. Um diálogo interceptado pela Polícia Federal mostra o tesoureiro da organização fazendo análises de conjuntura e debatendo a gestão do ex-juiz federal Sérgio Moro no Ministério da Justiça. Na gravação os criminosos lamentam que Moro seja ministro e relembram com certo saudosismo o bom trânsito com o PT e o "diálogo cabuloso" que mantinham com suas lideranças.

Claro, o Partido negou tudo. Seus dirigentes ainda publicaram uma nota esquizofrênica nas redes do partido em que afirmam categoricamente que "quem conversa com bandidos é o juiz Moro". Evidente que para o PT não há mais jeito que não caixão e vela preta.

As nebulosas relações do petismo com o submundo não são exatamente uma novidade, vide casos como o desabamento e incêndio do edifício Wilton Paes de Almeida - em que o Ministério Público de São Paulo identificou que nomes ligados ao partido extorquiam pessoas em situação de vulnerabilidade social aliciadas para suas invasões (coincidência: neste caso também há indícios de ligação com o PCC). Houve também a reunião entre o deputado estadual paulista Luiz Moura e representantes da facção, cujas cenas foram gravadas e vieram a público. Naquela ocasião o parlamentar chegou a ser expulso do partido, sendo preso pouco depois pela Polícia Federal.

Aliás, estas ligações do petismo com organizações criminosas não surpreendem pois a própria cúpula tratou o partido como organização criminosa. Sendo assim não há novidade.


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A questão aqui é o mal que o Partido dos Trabalhadores fez pela democracia brasileira, um mal incalculável sobretudo para nossas instituições. Foi por conta deste comportamento abjeto que Jair Bolsonaro venceu as eleições e exatamente por conta dele que algumas estripulias do clã presidencial são prontamente ignoradas ou tratadas com eufemismo.

Afinal de contas, antes tínhamos o PT.

O PT deixou de ser partido para se tornar paradigma de corrupção, banditismo e autoritarismo. Como não se trata de mera agremiação política e sim de uma seita política liderada pelo infame Luis Inácio, o petismo jamais reconhecerá seus crimes - crimes estes que tinham um propósito maior para o bem do Brasil e fomento da agenda suja daquela gente. A insistência do petismo na mentira reforça a rejeição a ele e ao discurso de falsa defesa da democracia, direitos humanos e justiça social.

E é justamente aqui neste detalhe que mora nosso problema. Como dissemos, as maiores estripulias de Bolsonaro costumam ser respondidas por uma parcela razoável da população com "veja, mas o PT...". Mas o PT demorou longos doze anos para ser desmascarado de vez com a Operação Lava Jato (o Mensalão não é exemplo, os empresários pegaram penas exageradas e o núcleo político se safou em meio a fumaça). Construir um aparato de corrupção semelhante ao do petismo levaria anos, seu desmantelamento seria tão difícil quanto aquele operado pela Justiça e pelo processo histórico contra o petismo. Se hoje alguns reclamam que há certo fanatismo e aspirações autocraticas em vigência no governo, agradeçam o PT. Foi o trauma do petismo que elegeu Bolsonaro, e o clima de guerra ainda vigente em nosso debate público é de responsabilidade desta mesma organização - um bando de aloprados fanáticos dispostos a incendiar o país em nome do poder. Em resumo: as más práticas que Bolsonaro tem e os maus feitos que eventualmente poderá cometer também deverão ser colocados na conta do Partido dos Trabalhadores, uma vez que ele jamais teria ascendido ao poder se não fosse a ameaça do continuísmo daquela organização e seu plano criminoso de poder.


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