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Bolsonaro sobe o tom com Moro por interferência na PF. Até onde Jair irá?



O presidente Jair Bolsonaro não ficou nada feliz com a reação que provocou ao tentar interferir na Polícia Federal do Rio de Janeiro. O presidente exonerou superintendente Ricardo Saadi e tentou substituí-lo por Alexandre Silva Saraiva, superintendente do Amazonas (que é amigo de Jair). A mudança pegou mal, sobretudo porque a corporação havia escolhido o superintendente de Pernambuco Carlos Henrique Oliveira Sousa para suceder Saadi no cargo. 

Claro, a substituição de Saadi é por si só controversa: Jair estaria descontente com ele por conta das investigações contra seu filho Flávio Bolsonaro, envolvido em controversas suspeitas de enriquecimento ilícito, ligação com milícias e apropriação de parte dos salários de colaboradores lotados em seu gabinete na Assembléia Legislativa do Rio de Janeiro. Para defenestrar Saadi o presidente alegou "baixa produtividade" e atropelou a autoridade do ministro Sérgio Moro, para quem a PF se reporta. 

A interferência pegou mal e o presidente voltou após a direção inteira da PF do Rio ameaçar renúncia. O presidente então cedeu, mas sinalizou que pode substituir o titular da PF. Indicado por Moro, Marcelo Valeixo disse que cabe ao ministro da Justiça indicar os superintendentes - e não o presidente.

Jair está uma arara, como mostra o Poder360:

De acordo com o jornal O Estado de S.Paulo, ao ser questionado sobre a interferência na troca do superintendente da PF no Rio de Janeiro, Bolsonaro disse que “agora há uma onda terrível sobre superintendência”.
“Onze foram trocados e ninguém falou nada. Sugiro o cara de 1 Estado para ir para lá e dizem ‘está interferindo’. Espera aí. Se eu não posso trocar o superintendente, eu vou trocar o diretor-geral. Não se discute isso aí”, afirmou.
Perguntado, então, sobre a possibilidade de trocar o diretor-geral, o presidente disse que, se fizer isso, será na “hora certa”. “Hoje eu não sei. Tudo pode acontecer na política […] Se eu trocar hoje, qual o problema? Está na lei que eu indico e não o Sergio Moro. E ponto final”, falou. “[O diretor-geral] é subordinado a mim, não ao ministro. Deixo bem claro isso aí. Eu é que indico. Está bem claro na lei”, acrescentou.
aos leões.


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Aparentemente o presidente finge não entender as circunstâncias em que foi eleito, sendo que uma das principais é justamente a promessa de que ele não iria interferir na Operação Lava Jato ou nas instituições de combate a corrupção. No entanto o presidente tem tomado medidas controversas nos últimos dias - incluindo não só a tentativa de interferência na PF do Rio como também a exoneração dos servidores da Receita Federal envolvidos na apuração dos indícios de corrupção em torno de seu filho Flávio. Para a Procuradoria Geral da República Bolsonaro foi além: segundo a Crusoé Jair costurou um grande acordo com o presidente do Supremo Tribunal Federal Dias Toffoli, que envolve a nomeação de um PGR da simpatia de Toffoli. Aliás, tanto a Crusoé quanto o Antagonista falam em um grande acordo nacional que envolve não só o presidente petista do STF como também os presidentes da Câmara dos Deputados e Senado Rodrigo Maia e Davi Alcolumbre. O acordão também contempla nomeações para pastas, verbas parlamentares e é claro, a nomeação de Eduardo Bolsonaro para a embaixada brasileira em Washington.

Seja como for, Jair pode sofrer um grande revés ao bater de frente com o ministro Moro. Quanto as suspeitas de acordão com Toffoli, o tempo dirá.



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