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“Bolsonaro anima as redes, e o Brasil não sai do lugar”, diz Witzel. O golpe é duro no capitão



Governador do Rio de Janeiro e mais que pré-candidato as eleições presidenciais de 2022, Wilson Witzel definiu desta forma o governo de Jair Bolsonaro em entrevista a revista Época:

O que o Bolsonaro fala, eu não falaria. Sou um pouco mais preocupado com aquilo que tenho de expressar. Meio ambiente, por exemplo. Eu não falaria em fazer cocô dia sim, dia não, como o presidente fez. Até porque isso é simplesmente inexequível. É como editar uma medida provisória sobre o uso diário de banheiro



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É um golpe duro em Bolsonaro. Witzel era até então um dos governadores estaduais mais alinhados ao governo federal. Esta sinalização não disfarça um desejo de identidade própria e até mesmo de pontuar certa distância de Witzel para Bolsonaro. Diga-se de passagem, Witzel tem pontos a seu favor. Ao acumular o cargo de Secretário de Segurança Pública do Rio, o ex-magistrado conseguiu construir a imagem de guerreiro da segurança pública ao tomar medidas óbvias como abater traficantes que portam fuzil. Nesta semana ele foi protagonista do sequestro da ponte Rio-Niterói. Gostem ou não os críticos que dizem que ele ainda não formulou um plano de segurança pública para o Estado, o fato é que pequenas ações óbvias já o diferenciam de seus antecessores. Até o momento os fluminenses o aprovam. Na pesquisa realizada em Abril pelo Instituto Paraná Pesquisas, sua aprovação era de 53,9%.

Por qual razão Witzel faria isso? A razão já sabemos. A questão é que Witzel não é o primeiro apoiador de Bolsonaro a tentar se descolar do capitão. Antes dele os governadores de São Paulo e Santa Catarina já haviam feito o mesmo. Primeiro foi o catarinense, que afirmou em entrevista a Folha de São Paulo ver "sandice" em comportamento político do bolsonarismo nas redes. Depois foi a vez de Doria, que negou alinhamento com o governo federal.

Estas reações devem ser encaradas como reações naturais de quem deseja sobreviver politicamente. Embora o governo Bolsonaro tenha sido eleito recentemente, muitos dos setores que o apoiaram em 2018 temem sofrer prejuízos com os arroubos do presidente. Outros já se sentem vítimas do isolamento político idealizado pelo núcleo ideológico do governo - que é justamente o setor mais próximo do presidente. No mais qualquer um que estiver em plena posse das faculdades mentais sabe que chefes do executivo e aspirantes representam o Estado, que devem governar para todos e que não podem contar apenas com o apoio de quem pensa igual, por isso estes senhores trataram de deixar de lado a condescendência com Bolsonaro para criticar abertamente o presidente.


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