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Forbes levou seis anos para desmentir notícia de que Malafaia seria o segundo pastor mais rico do Brasil



"A verdade não é filha da autoridade, é filha do tempo", disse em o presidente Fernando Collor de Mello em uma antológica entrevista concedida a jornalista Sônia Bridi exibida no jornal nacional nos idos de março de 1997. O pastor Silas Malafaia certamente concordaria, já que só agora ele viu uma matéria acusatória ser desmentida pelos caluniadores após seis anos.

Em janeiro de 2013 a revista Forbes publicou uma rumorosa lista em que figuravam os líderes religiosos mais ricos do Brasil. Liderando a lista estava o bispo Edir Macedo, da Igreja Universal do Reino de Deus com R$ 950 milhões em patrimônio, seguido de Malafaia com R$ 150 e RR Soares com R$ 125. A matéria foi assinada pelo jornalista brasileiro Anderson Antunes, colaborador da publicação no Brasil que de tempos em tempos se manifesta de forma crítica aos evangélicos locais.

Por óbvio que a matéria gerou grande alarido, sobretudo entre os vampiros que desejam sufocar a liberdade de culto por meio da taxação de templos religiosos. A turma da taxação de grandes fortunas também ficou ouriçada. Uma insuspeita revista americana havia desnudado a sordidez das lideranças evangélicas brasileiras, deixando claro que não eram pastores - mas tosquiadores de ovelhas.

A época Malafaia reagiu com a indignação que já lhe é costumeira. Foi até alvo de chacotas ao declarar que processaria a publicação americana. A acusação contra ele virou até verbete no Wikipédia e foi amplamente reverberada pela mídia nativa.

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Mas eis que hoje, 07 de maio de 2019, a revista Forbes publica uma nota de retratação se desculpando por ter divulgado uma informação falsa a respeito do religioso. Diz a nota publicada em seu site brasileiro:

Na data de 18 de janeiro de 2013 foi publicado, em nosso site, matéria intitulada “Bispo Edir Macedo é o pastor mais rico do Brasil com uma fortuna de US$ 950 milhões – Líder da Universal do Reino de Deus está à frente de Valdomiro Santiago e Silas Malafaia”.
A referida matéria continha informação de que o Pastor Silas Malafaia detinha patrimônio estimado em US$ 150 milhões.
Assim, diante da alegação de que a veiculação do informe, à época, teria ocasionado descontentamento por parte do pastor Silas Malafaia, vez que seu patrimônio na verdade, segundo ele, corresponderia a apenas 3% do valor citado na matéria veiculada, conforme documentos oficiais que teria voluntariamente disponibilizado, a FORBES, historicamente compromissada que é com a apuração da verdade dos fatos, lamenta o ocorrido e aproveita a oportunidade para oferecer escusas ao Pastor Silas Malafaia.

Sim, a afirmação era caluniosa. Mas a revista que se diz tão preocupada com os fatos levou cerca de seus anos para esclarecer os fatos. Ao menos Malafaia não agiu como ovelha assustada e processou a publicação, do contrário nenhum reparo seria feito.

É exatamente por isso que conservadores devem sempre lutar tendo como norte o Estado democrático de Direito e o devido processo legal. Quem pratica julgamentos sumários ou acha que devemos abrir mão das garantias fundamentais para fazer justiça não está interessado na verdade, mas em provocar danos aos seus desafetos. A esquerda tupiniquim que se diz defensora dos Direitos Humanos não se constrangeu em condenar o religioso antes do julgamento (que nunca houve), mas é a primeira a dizer que a prisão de Lula é uma violação mesmo com todas as garantias concedidas ao ex-presidente criminoso hoje enjaulado. Direitista que se preze sabe que os aparatos de opressão podem ser utilizados contra ele no futuro. E por isso não alimenta jamais o monstro do autoritarismo. O episódio com Malafaia deixa claro que o que não falta são canalhas querendo assassinar reputações.


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