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Confusões de Ernesto Araújo fazem viagem de Bolsonaro ao Texas virar chacota



O Brasil de hoje é o país do absurdo em vários níveis. Um deles é o vexame do presidente da República se dirigir a uma agenda internacional para receber um prêmio e se encontrar com um ex-chefe de estado estrangeiro e depois seus anfitriões afirmarem que não houve qualquer convite, que o presidente é que se convidou. Surreal? Foi exatamente o que aconteceu com Jair Bolsonaro em sua recente viagem ao Texas. 

Questionado pela imprensa, o assessor do ex-presidente Bush Freddy Ford declarou não ter convidado Bolsonaro previamente e que o ex-presidente americano foi "surpreendido" pela visita de Jair. Está na revista Veja:

Ao contrário de algumas reportagens, o presidente Bush não esteve envolvido nos arranjos da viagem e não estendeu o convite para (Bolsonaro) vir a Dallas”, afirmou Ford, em resposta a questionamentos de VEJA.
“Mas claro que ele concordou em se encontrar com o presidente Bolsonaro em seu escritório quando soube de sua visita à cidade – uma cortesia que ele regularmente estende aos dignitários estrangeiros quando estão nesta região”, completou.

Evidente que alguns dirão que é fake news, mas esta seria uma mentira facilmente rebatida pelos fatos. O governo só não rebateu por ser verdade. O mesmo se deu com a visita de Bolsonaro ao World Affairs Council of Dallas and Fort Worth, cujo presidente Jorge Baldour afirmou que não foi feito nenhum convite ao presidente brasileiro. "Ele se convidou", declarou Baldour ao Dallas Voice

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Pensam que é bobagem? Estamos falando da maior autoridade de nossa República Federativa do Brasil, representante de mais de duzentos milhões de brasileiros. Bolsonaro aqui foi vítima da incompetência de um diplomata muito hábil na sabujice e no puxa-saquismo e pouco competente no que seria uma questão básica: chefiar o Ministério das Relações Exteriores. Notem que isso não acontecia nem nos tempos de Celso Amorim e Marco Aurélio "Top Top" Garcia. 

O mínimo que se espera de qualquer chanceler é que consiga ao menos organizar uma agenda internacional, que ao menos saiba liderar uma equipe que consiga organizar eventos presidenciais de forma minimamente satisfatória. Não é pedir muito: marcar reuniões e encontros é trabalho que qualquer secretária faz de forma rotineira. Muita gente no setor privado seria demitido por muito menos. Imaginem se fosse uma empresinha privada irrelevante. Um empresário jamais aceitaria passar por tamanho constrangimento. No caso de Bolsonaro é pior, já que ele não representa a si mesmo. 

Há muito que Araújo apequena o Itamaraty, mas desta vez ele passou de todos os limites possíveis. Se não caiu por ter alterado o estatuto da Apex na calada da noite para favorecer a já demitida Letícia Catelani (escorraçada da agência após liderar motins contra os militares), deveria ao menos ser colocado porta a fora por conta do vexame irreparável a que o presidente foi submetido. Sabemos que Araújo está lá por indicação de Olavo de Carvalho e por decisão do próprio Jair, mas é improvável cravar que o presidente acha que o vexame de ontem foi uma completa irrelevância. Ou o Itamaraty se livra de Araújo ou Araújo jogará de vez nossa diplomacia na lama.


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