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Oposição leva Venezuela ao ponto do não retorno. Era a única alternativa possível



As imagens vindas da Venezuela que circulam nas redes sociais mais parecem um soco no estômago. Tanques dirigidos por militares leais a Nicolas Maduro avançam sobre manifestantes desarmados. Militares que desertaram em favor de Juan Guaidó aparentemente não formam ainda uma maioria que faça frente ao regime. O clima é de agonia.

A conclamação por um levante feita pelo líder oposicionista Juan Guaidó eleva de maneira considerável a temperatura do ambiente político, já que leva o conflito de forma oficial para o ponto do não retorno. Se não havia ambiente para diplomacia ou diálogo antes (é sempre bom lembrar aos deslumbrados que de um lado estavam alguns descamisados e do outro os tanques de Maduro) agora a possibilidade simplesmente não existe. A Venezuela oficialmente vive uma guerra civil entre forças democráticas e defensores do regime chavista.

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Independente de quando a queda de Maduro irá se concretizar, o fato é que o regime bolivariano foi edificado sobre bases sólidas: seu antecessor Hugo Chavez se cercou do baixo oficialato em seu projeto de poder. Aliado de empresários monopolistas, corporações, lideranças sindicais e rurais, o tenente-coronel Hugo Chávez Frias fez questão de aparelhar as Forças Armadas ao seu discurso partidário remodelando estas instituições a sua imagem e semelhança. Conduziu membros da tropa a cúpula, mandou para a reserva ou perseguiu os generais que não o apoiavam. Só sossegou quando estava com os fardados em uma coleira. Bastou depois prestigiar a categoria com benesses infindáveis para conquistar a lealdade dos militares que hoje utiliza como sabujos.

Embora há quase uma unanimidade entre os supostos defensores da moderação sobre qual é a melhor forma de lidar com esta crise, o fato é que a temerária decisão dos líderes oposicionistas Leopoldo Lopéz e Guaidó é simplesmente lógica: se não é possível determinar quando Maduro cairá, e se existe a possibilidade dele se perpetuar no poder com apoio de Rússia, Cuba e China então a melhor opção é ir para as cabeças. Se é melhor morrer de pé do que viver de joelhos, a opção da oposição foi a de aceitar seu destino.

Não, não é uma decisão fácil. É uma condição que pode ser imposta a qualquer cidadão, mas que só pode ser enfrentada por homens. É dar sua vida em prol do que não pode ser negociado. Considerando a indignidade intrínseca a submissão ao terror, o melhor é seguir Neil Young optando por se queimar de uma vez do que se consumir aos poucos.  

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