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Governo Doria se une a PT, PSOL e Rede por aumento de marajás do funcionalismo paulista: algo de errado não está certo



Ambiente em que grassa a inércia e apatia, a Assembléia Legislativa de São Paulo foi palco de um grande embate no dia de ontem. O motivo foi a proposta do governo João Doria em aprovar um aumento para os fiscais de renda do estado, justamente uma das categorias mais bem pagas do funcionalismo público paulista.

Claro, o projeto vindo do executivo foi prontamente defendido por parlamentares das mais distintas correntes ideológicas: desde PT e PSDB até a Rede e PSOL. Por incrível que pareça, parecia haver consenso entre parcela majoritária do legislativo paulista de que o aumento não era só desejável como também necessário. Afinal de contas, aumento para uma categoria cujo salários estão acima dos R$ 12 mil é mesmo caso de urgência.

Por mais curioso que seja, os parlamentares que apóiam o projeto (uma desavergonhada e expressiva maioria) recuaram da proposta após o discurso do agora deputado Arthur Moledo do Val na tribuna. O youtuber não se furtou em nominar algumas das doações feitas pela categoria a deputados defensores do aumento pornográfico, provocando imediata comoção entre seus pares.

O vídeo abaixo mostra como se deu o embate e como foi a reação dos confrontados. Filho do ex-governador socialista Márcio França, o deputado estadual Caio França (PSB) rebateu afirmando que sua posição não tinha qualquer relação com as doações recebidas. O mesmo argumento foi utilizado pela intragável Bebel Noronha (PT), presidente da Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (APEOPESP). Arthur também foi rebatido por Teonilio Barba (PT), Isa Penna (PSOL) e pelo presidente da casa Cauê Macris (PSDB). Este último por pouco não sofreu um infarto ao ser citado. A fala sofreu apartes dos deputados Janaína Paschoal, Gil Diniz e Douglas Garcia (PSL).



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Ora, é no mínimo estranho que os entusiasmados defensores do projeto tenham resolvido retirar da pauta o projeto após a fala de Arthur. Se não havia nada de irregular ou de suspeito na votação o mais correto é que seguissem em frente com o processo e aprovassem o indecoroso aumento. Por qual razão abortaram a missão em pleno vôo?

Considerando a convicção demonstrada no plenário o correto era uma aprovação em tempo recorde. Isso sem considerar que o tal aumento para uma categoria tão bem posta vem em um momento de crise econômica, onde até o projeto Guri chegou a ser ameaçado por falta de verbas. Ao fim e ao cabo soubemos apenas que a votação foi retirada de pauta, sem nenhuma justificativa por parte do presidente Cauê Macris (que inclusive é investigado por receber doações de servidores da Alesp com cargos comissionados somando um total de R$ 103 mil) e o governador João Doria deveriam ao mínimo ter a decência de se pronunciar sobre o projeto, defendendo de forma firme e clara os motivos que os levaram a sangrar ainda mais o contribuinte paulista com esta imposição em favor de uma das muitas castas do funcionalismo público. Este silêncio e dissimulação só reforçam a suspeita de que algo de errado não está certo.



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