Ads Top

Foram as agências de censura que criaram o argumento utilizado por Toffoli e Moraes para calar a Crusoé e Antagonista


O argumento de ouro utilizado por Don Dias Toffoli e seu crew contra a revista Crusoé e o site O Antagonista foi o tal combate contra as fake news publicadas contra o Supremo Tribunal Federal. Ou seja: um argumento criado pela imprensa foi utilizado contra a própria imprensa.

Aliás, é bom notar que o termo "fake news" é um dos piores legados desse progressismo venal e asqueroso. Inventaram um moinho de vento para combater a direita e acabaram criando uma casamata para tudo que é patife.

Sempre existiram notícias falsas no debate público, isso não é invenção da direita nem consequência do novo jornalismo independente ou de produtores de conteúdo marginais. É simplesmente um dado da natureza que se transformou em uma nêmesis graças a cretinice de alguns.



O tal combate as fake news começou como perseguição ao contraditório e terminou como justificativa para a interdição do debate. Se hoje temos um ministro censurando revista agradeçam ao pessoal da Lupa, Aos Fatos, Catraca Livre e congêneres.

Junto com tipos como Pablo Ortellado, Esther Solano, Gilberto Dimenstein, Leonardo Sakamoto e Tai Nalon que não queriam mais nada que não a censura pura e simples. O Facebook, Twitter e o Tribunal Superior Eleitoral seguiram a mesma linha.

Ora, todos sabem que mentira se combate com verdade, que notícia falsa se combate com afirmação verdadeira. Se quisessem de fato a verdade iriam apenas mostrar as checagens, não tentar rotular e criminalizar setores políticos e grupos específicos. Exemplo disso é o site Boatos.Org, que há tempos esclarece notícias falsas que viralizam nas redes sem pregar a censura como solução.

Até onde se sabe a legislação já estabelecia dispositivos para o combate de notícias falsas. A parte que se sente prejudicada por ingressar na Justiça e pedir reparação se for alvo de boato, mentira, calúnia e ataques pessoais.

continua depois da publicidade


Daí se pergunta: qual é a necessidade uma lei para o debate quando já se dispõe de dispositivos legais? Para quem é democrata nenhuma. Para piorar nosso descalabro institucional, o país atravessa uma quadra histórica em que a Lei, a ética e a institucionalidade viraram meros detalhes. Juízes e promotores não são mais obrigados a cumprir a lei. Isso abre precedentes para episódios como este.

Desde que se começou com o discurso de que as fake news poderiam influenciar as eleições de 2018 que membros do próprio STF abraçaram a pauta. Começou com Luiz Fux afirmando que os resultados das urnas poderiam ser anulados se ficasse comprovada a influência de notícias falsas.



A postura de nossa imprensa ali foi de uma pusilanimidade sem precedentes. Praticamente nenhum grande veículo questionou o ministro que previa saídas institucionais não previstas em nenhum texto do nosso ordenamento. Aquilo ali deveria ser interpretado como uma amaça de golpe, já que não existe esta possibilidade legal e mais ainda: se trata de uma suposição quase kafkiana, uma vez que não há como se aferir este tipo de coisa na prática.

A covardia pode ser explicada pelo próprio Fux: "Antevejo um grande conflito entre a imprensa profissional e as redes sociais. Não há direitos absolutos", diz o ministro. Claro: todos sabiam que a imprensa tradicional só abraçou o discurso das fake news para desacreditar os inúmeros formadores de opinião independentes que passaram a roubar o que até então era audiência cativa destes grupos empresarias.

Havia ali uma convergência de interesses escusos que unia veículos tradicionais (que visavam o monopólio do mercado da informação) e grupos ideológicos ligados majoritariamente a extrema-esquerda (que fazem parte do establishment midiático e queriam manter seus rebanhos seguros). Foi assim que a miséria tomou forma. Hoje qualquer político pego com as calças nas mãos fala em fake news. Qualquer falsário se diz alvo delas. Quanto aos inimigos das liberdades, eles só falam em reforças regulamentações e controles para evitar estes factoides.

É preciso deixar claro que todos os asquerosos tipos citados aqui sabiam muito bem que a cruzada contra veículos alternativos com o argumento de "combate a fake news" terminaria com a supressão do contraditório. Se tipos como Dimenstein, Tai Nalon, Pablo Ortellado e tantos outros empreenderam estas campanhas até o último homem não resta dúvida de que o que estava em jogo para eles era o império de suas mentiras.



Texto publicado originalmente no Twitter.

Curta o Reacionário no Facebook:


[left-sidebar]
Tecnologia do Blogger.