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Covardia de parte da Direita em casos como os 80 tiros no carro de família no RJ fortalece narrativas das esquerdas



Por qual razão as narrativas da Esquerda se fortalecem em episódios como o do fuzilamento do veículo de família no Rio? É porque a direita se habituou a agir apenas como contraponto a esquerda, sem contextualizar os fatos e sem exercer sua humanidade.

O militante médio da direita orienta boa parte de suas posições pelo que o adversário político faz. Ele não propõe nada, não cria nada, não pauta nada - ao contrário: é sempre pautado e manipulado pelo que seus adversários ideológicos determinam.

Esta escolha reduz o embate ideológico a luta em si, deixando o objetivo final da própria agenda como algo secundário. Esta postura é particularmente terrível quando o indivíduo se encontra diante de questões tão espinhosas quanto a violência policial.

No caso desta tragédia recente no Rio as opções morais são reduzidas: deve-se condenar a barbárie, condenar a irresponsabilidade dos militares envolvidos e pedir justiça as vítimas (veja, todas se encaixam na categoria de homem de bem estabelecida pelas direitas).

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Defender a ação do Exército no caso é temerária por colocar abaixo o discurso histórico da Direita de respeito ao cidadão trabalhador, respeito ao direito de ir e vir e ai decorro e ética que as direitas dizem demandar dos agentes públicos desde que tomaram as ruas em 2013/2014.

Defender a ação daqueles militares com argumentos tão nonsense como o do bloqueio fantasma supostamente furado pelo músico Evaldo ou de que "no Rio é guerra, você queria que os soldados fizessem o que" é de uma insensibilidade que beira a psicopatia.

O que estes direitistas querem dizer é o seguinte: os militares erraram, desrespeitaram a lei e as normas da instituição na qual ingressaram com a promessa de defender o Brasil e seus cidadãos, mas estou fazendo esta defesa da impunidade para não dar moral para as esquerdas".

É evidente que este discurso esquizofrênico não cola, daí as esquerdas crescem empregando seu falso discurso humanista preparado com exatidão para estes momentos de tragédias.

E nós o que podemos fazer para evitar estes terríveis desdobramentos? Não deveríamos estabelecer um contraponto? Sim, deveríamos. Deveríamos começar nosso contraponto defendendo a verdade, aquela que não precisa de retoques ou malabarismos retóricos. Basta defender a devida apuração dos fatos, exigir a punição adequada e a reparação aos familiares.

Poderíamos deixar claro que, ao contrário do que diz a outra narrativa, a PM e o Exercito não são instituições fascistas a serviço das elites - que se fatos negativos acontecem isso se dá apesar dos protocolos estabelecidos... E que para lidar com estes desvios que existem as corregedorias, o Ministério Público e os tribunais militares. Que o bom policial e o bom militar não devem ser confundidos com criminosos ou assassinos que se escondem nas corporações para praticarem ilícitos.
A Direita teria excelentes oportunidades de demonstrar que não tem compromisso com o erro, que defende a legalidade e os direitos humanos. Ao invés disso o que temos são autômatos espalhando fake news e passando pano para assassinos covardes.

Depois se dizem conservadores. Gustavo Corção, Gilberto Freyre, José Bonifácio, Paulo Francis e outras almas penadas que dedicaram a vida a construção do pensamento conservador choram fel enquanto agonizam no esquecimento. A Direita não aprendeu nada e não esqueceu nada.


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