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Por qual razão tipos como Alê Youssef e Ilona Szabó aceitam cargos em governos que eles dizem detestar?



Hoje foi dia de falar da nomeação da cientista política Ilona Szabó para uma vaga de suplente no Conselho Nacional de Política Criminal e Penitenciária. Antes disso foi seu colega Alê Youssef nomeado por Bruno Covas para a Secretaria Municipal de Cultura de São Paulo. 

Tanto Ilona quanto Alê se declaram progressistas. No vídeo abaixo vemos ambos batendo papo em um programa realizado pelo Mídia Ninja, aquele coletivo de extrema-esquerda que se consagrou na propagação midiática do terror dos Black Blocs. Ambos sempre se declararam adversários da Direita, abominando publicamente as gestões de Jair Bolsonaro e João Doria/Bruno Covas. 



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Se é correto questionar estes governos por empregarem ou prestigiarem estes nomes, também deve ser feito o exercício de se questionar qual é onda de quem aceita um convite para governos que eles próprios dizem detestar. Por qual razão o senhor Alê Youssef toma parte em uma administração cuja gênese é João Doria? Por que motivo Ilona aceita convites do justiceiro Moro?

Há aqui o evidente oportunismo destes abutres. Nenhum deles dirá publicamente, mas o que mais atrai um extremista de esquerda é a proximidade com o poder. Um sujeito que se declare conservador ou liberal terá certas dificuldades pessoais em aceitar um convite para tomar parte em uma administração petista. Seus princípios irão atormentá-lo antes mesmo que ele considere a hipótese. É bom lembrar também que quase sempre são os centristas e direitistas que acolhem esquerdistas, o contrário raramente acontece. 

Isso é simples de se compreender: para esta escória, não existe nada mais subjetivo que a moral e nada tão objetivo quanto a própria causa. É por isso que os pudores morais são tidos por eles como algo próprio da burguesia. Passam por cima de quem for para chegarem em seu objetivo, enquadrado por eles próprios na categoria messiânica. Como querem construir um paraíso na Terra, enxergam este mundo e seus princípios da mesma semelhança com que os crentes enxergam o mundo profano. Para isso precisam de encontrar um meio de tornar viável a revolução ao mesmo tempo em que inviabilizam os anti-revolucionários. E não há nada melhor para isso que o Estado. 

Claro: estes psicopatas sabem muito bem que há um seguro fosso moral entre nós e eles. Tanto que incentivam figuras centristas e direitistas a esgarçarem estes limites uma vez que sabem que ninguém será tão impiedoso contra seus adversários quanto eles próprios. Recorrendo a história veremos o quanto o czarismo foi leniente com Leon Trotsky, o rato que não ousou em mandar fuzilar a família imperial quando teve oportunidade.

Não é por outra razão que eles sempre querem aumentar os limites do Estado e de suas competências. Querem não só um estado com um sem número de estatais, mas também um Estado que regule de forma sádica o trabalho e a livre iniciativa, além de tolher ao máximo as opções individuais. Tudo o que precisam é chegar no poder ou o mais próximo dele possível. Qualquer um que deseje o fim desta gente deverá por princípio combater o agigantamento do Estado e da ingerência de burocratas na vida das pessoas. Isso enfraquecerá a esquerda da mesma forma que Hércules enfraqueceu o gigante Anteu ao cortar seu elo com sua mãe Gaia o suspendendo no ar e o estrangulando pelo tronco.


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