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Nenhum progressista vai reclamar do conveniente escurecimento de Marighella no filme de Wagner Moura?

Arte do Instituto Liberal

Foi estupefaciente a divulgação de que o ator e cantor Seu Jorge iria interpretar o terrorista e dirigente do Partido Comunista Brasileiro Carlos Mariguella. Sim, não foi uma surpresa ver a divulgação do filme pois a notícia é conhecida ao menos desde meados de 2017. O filme que captou R$ 10 milhões por meio da Lei Rouanet é muito aguardado exatamente por representar (ao menos na visão das esquerdas) um libelo contra o governo Bolsonaro.

Mas o que é mesmo "estupefaciente" é ver como certa escória não se constrange com absolutamente nada. Este senhor Wagner Moura realiza uma obra com recursos públicos (renúncia fiscal é dinheiro que deixa de ser arrecadado para se destinar a outros fins, como no caso o fomento cultural) para homenagear um terrorista. É claro que ele e os seus comparsas dirão que se trata de um democrata, um herói dos direitos humanos... Mas somos adultos e não faremos caso de argumentos tão torpes. A própria realização do filme com financiamento destinado a fomento cultural é por si só vergonhosa.

Mas não é só: a produção foi criteriosa o suficiente para escalar Seu Jorge para o papel do protagonista carniceiro. Muitos ironizaram a escolha por uma razão muito razoável: Seu Jorge não lembra em nada as feições do comunista baiano. Não faltaram ironias dos que entendiam que aquilo não era um mero erro ou simples fantasia de justiceiro social.

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Como sempre repete o Carlos Andreazza, "há método". Moura e todos os envolvidos na produção sabiam que o biografado era um crápula assassino que aspirava pela implantação de um regime totalitário no Brasil aos moldes do que já foi feito na União Soviética. Embora outras personalidades igualmente cretinas tenham sido retratadas como heróis (vide Olga Benário Prestres), seria difícil fazer malabarismos com a história neste caso. Ou retratavam apenas um trechos (como fez Valter Salles com Diários de Bicicleta retratando o então estudante Ernesto Guevara como apenas mais um rapaz latino-americano sem dinheiro no bolso e cheio de sonhos da cabeça). A estratégia adotada foi a de usar a simpatia do próprio Seu Jorge em favor de seu monstro de estimação. Aliás, que brasileiro médio veria como um aspirante a terrorista o sujeito que canta clássicos do churrasco como "Carolina" e "Burguesinha"?

Sim, Wagner Moura foi muito esperto. Qualquer crítica dirigida ao ator escolhido será tratada como racismo. O que surpreende é que nenhum progressista tenha se queixado do "escurecimento" de Marighella no filme, já que estão associando um homem negro ao banditismo. Ainda irão responder esta pergunta com o argumento da representatividade. Nem que para isso se passe pano para assassino e se distorça a história.  

PS: Vale a pena ler o artigo do jornalista Lucas Berlanza no Instituto Liberal, de onde esta arte foi retirada.               


                 
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