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Moro valida teses da esquerda para a Segurança Pública com nomeação de Ilona Szabó



Hoje foi um dia difícil para o ministro Sérgio Moro. O poderoso juiz federal da Operação Lava Jato nomeou para a cientista política Ilona Szabó para uma das vagas da suplência do Conselho Nacional de Política Criminal e Penitenciária. Conhecida colaboradora do Quebrando o Tabu e Rede Globo, a militante de esquerda que escreveu em sua coluna na Folha de São Paulo sobre os perigos de eleger Jair Bolsonaro terá algo de relevante para colocar em seu currículo graças ao advento do governo que ela diz ser fascista.

Aliás: ganhou mais do que isso. Agora a moça poderá se gabar de ser reconhecida pelo ministro Sérgio Moro, o mesmo que enjaulou petistas e prometeu endurecer contra o crime. A partir de agora qualquer embuste fabricado pela moça terá a validação do lado de cá. Parabéns aos envolvidos.

O problema com Moro não é ser um extremista de direita como querem os seus detratores contumazes, menos ainda ser um socialista enrustido como já se fala nas redes. O problema de Moro é não ter ideologia e ser possuidor de pouca prática política.

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Notem a natureza do problema: o sujeito entende que o Conselho deve ouvir vozes divergentes, e para isso trouxe uma opositora (entre outras) para promover a diversidade. Mas esqueceu do fator político: quem não quis a turma de Ilona dando as cartas no governo foram os brasileiros que elegeram Jair Bolsonaro presidente do Brasil. Se Moro quer agir como um estadista nem de longe é necessário fazer graça para as esquerdas - ainda mais para pessoas ligadas a George Soros, como infelizmente é o caso de Ilona. Basta seguir a lei de forma rígida, respeitando os freios e contrapesos já estabelecidos pela legislação.

O que fica para os apoiadores do governo é o gosto amargo da traição, um desgaste que Bolsonaro e Moro não precisavam passar. Bolsonaro seuqer poderá reprender publicamente o ministro sem também se desgastar com isso. Enquanto Ilona foi abrigada em uma função que apesar de voluntária confere inegável prestígio, nomes como Bene Barbosa sequer foram consultados pelo governo para tratar de questões pertinentes como a política de controle de armas. Ao contrário: quando tentou se manifestar acabou sendo frontalmente desrespeitado por filhos do presidente.

É um bom expediente para que o ministro entenda que a democracia não tem um fim em si mesma. De nada adianta ter um conselho plural com alguém que é inimigo declarado do governo. Pior até: a pessoa em questão defende flexibilização do já capenga Código Penal, incluindo até a legalização da cocaína. Isto é deplorável e desanimador. 





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