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Moro tem palavras distorcidas pelos mesmos que disseram que "MP não tinha provas, mas sim convicção"



O ministro da Justiça Sérgio Moro se tornou o mais recente alvo de fake news plantadas pela imprensa brasileira. Ao explicar o fatiamento do pacote anti-crime elaborado por sua equipe, o juiz federal explicou a diferença entre os crimes de corrupção e os crimes eleitorais (categoria que incluí o crime de Caixa 2). No entanto o que a mídia repercutiu foi o seguinte: "Moro diz que Caixa 2 não é corrupção". 

Ora, vamos ver o que disse o ministro:

Caixa dois não é corrupção. Existe o crime de corrupção e existe o crime de caixa dois. Os dois crimes são graves. Aí é uma questão técnica. Explicar ao ouvinte que existe o crime de corrupção , previsto no artigo 307 do Código Penal e existe o caixa dois que hoje está previsto no 350 do Código Eleitoral, que é um crime que não está muito adequadamente tipificado


Jornalistas maldosos, cínicos de plantão e os embusteiros de sempre decidiram utilizar uma declaração pessoal do ministro para forjar a narrativa de que o Moro Ministro discordava do Moro Juiz. A declaração dada foi esta, dada em 2017.

Temos que falar a verdade, caixa dois  nas eleições é trapaça, é um crime contra a democracia. Me causa espécie quando alguns sugerem fazer uma distinção entre a corrupção para fins de enriquecimento ilícito e a corrupção para fins de financiamento ilícito de campanha eleitoral

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Ora, não há aqui outro problema que não a armadilha semântica criada pelos abutres. O ministro não disse que caixa 2 não é uma prática criminosa ou diminuiu a gravidade do ato, tão somente o que foi feito foi explicar que legalmente há a distinção. Seria o mesmo se alguém dissesse que jogo do bicho é crime menos grave que exploração sexual, já que um é contravenção e o outro é tipificado no Código Penal. Dizê-lo não é equivocado e nem diminui a prática da contravenção, é apenas a letra fria da lei estabelecendo que crimes distintos possuem tipificações distintas e punições proporcionais. 

Sendo assim, a quem interessa a má-fé? Certamente interessa aos mesmos embusteiros que disseram que Deltan Dallagnol afirmou em sua antológica apresentação do powerpoint dos crimes de Lula que "o Ministério Público não tinha provas, mas sim convicção". Esclarecida a mentira, simplesmente não se tocou mais no assunto na imprensa e nem foram dadas as devidas desculpas ao procurador. Claro, Moro incorreu em um erro na qual Dallagnol sempre se orgulhou - que é falar mais do que seu cargo permitia. Moro está pagando o preço por uma de suas poucas indiscrições, que era fazer declarações de cunho pessoal ao invés de se manifestar apenas de forma técnica em entrevistas e de forma mais incisiva nos autos. Ao contrário do que é dito pelos inimigos do governo, Moro não derreteu seu capital moral diante da opinião pública por conta deste fato ou de outros. No entanto o episódio serve para a nova direita brasileira entender de uma vez por todas que cargos públicos exigem o devido formalismo. É exatamente a disciplina e respeito a normas e padrões que livra cidadãos destas ciladas retóricas. 


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