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Gula de Dilma Rousseff favorece golaço de Damares: indenizações a perseguidos devem ser totalmente transparentes



A presidente cassada Dilma Rousseff entrou com pedido na Justiça em que reivindica pensão de R$ 10,7 mil reais mensais pelas torturas sofridas durante o Regime Militar, segundo informa a revista Crusoé. Ainda segundo a publicação, Dilma pede que sejam considerados para o cálculo nove anos e sete meses - que compreende justamente o intervalo de tempo entre sua prisão e a promulgação da Lei da Anistia. 

Ninguém irá negar que Dilma tenha de fato sofrido algum maltrato ou violência durante aquele período, e o fato da presidente e seus companheiros de luta se insurgirem contra a democracia em nome da ideologia carniceira que eles pregam também não poderia justificar que ela sofresse tortura. No entanto é complicado reivindicar valores de forma tão oportunista quanto faz a senhora Rousseff. 

Vejamos: segundo a revista Crusoé, o relatório da Comissão de Anistia (órgão responsável por essas indenizações), a presidente já recebeu já recebeu R$ 72 mil em indenizações pagas pelos estados de Minas Gerais, Rio de Janeiro e São Paulo. Portanto, é de se supor que Dilma já tenha sido regiamente contemplada. 

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É evidente que em termos humanos não há valor que pague uma violação de Direitos Humanos. E isso vale até para aqueles que como Dilma se colocam contra os Direitos Humanos com o apoio firme que dão aos mais variados regimes totalitários. Mas as contas públicas, o bom senso e a dignidade nos fornecem nortes morais para estas ocasiões. No caso de Dilma e de outros tantos, há um pedido que parece mais financeiro do que qualquer outra coisa. Notem que a presidente já recebeu uma quantia generosa, mas ainda quer mais. Se perguntarmos para Dilma quanto seria suficiente, ela seria capaz de cravar um número? Seu pedido nos sugere que não. 

É impressionante o malabarismo retórico de quem defende a falta de transparência e subjetividade na concessão destes benefícios. A quem interessa? Fosse eu mesmo um torturado no regime militar iria querer critérios claros, objetivos e transparentes sobre estes benefícios. Afinal de contas, tortura e demais violações aos direitos humanos são questões sérias demais para se esvaírem em suspeitas de oportunismo, malandragem ou mera mentira política. Há que se defender a lisura nesta questão para não conspurcar a história e as instituições. Neste aspecto é bom ressaltar o golaço da ministra Damares Alves, que diante do pedido de Dilma resolveu tornar públicas as indenizações concedidas pelo governo aos que se dizem vítimas do regime militar. Ou melhor: os indenizados já são conhecidos, mas apenas após a decisão da ministra é que os brasileiros poderão tomar conhecimento dos valores. 

Aliás, são mais de dez mil anistiados recebendo pensões do governo brasileiro por torturas e perseguições sofridas durante o Regime Militar. Em boa parte dos casos não há qualquer comprovação de danos sofridos, a palavra da vítima pode ser o suficiente. Ainda bem que a ministra Damares Alves já se manifestou sobre estes casos ao anunciar que tornará pública a lista dos beneficiados com estas indenizações. É o mínimo. Se dependermos do apetite voraz da senhora Rousseff para nos dizer quando é que ela está satisfeita, certamente iremos quebrar o teto das contas públicas e encher as carteiras de muita gente inescrupulosa por aí.


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