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Covas foi vaiado por esquerdistas do bloco do Secretário da Cultura. Já merece o título de maior fiasco do ano



O assunto do final de semana foi o prefeito Bruno Covas vaiado por foliões do bloco Acadêmicos do Baixo Augusta. A notícia é do UOL. Pouco depois o prefeito desmentiu a notícia de que estivesse no local no momento da vaia, mas é inegável que não houve qualquer tipo de reação positiva a menção de seu nome.

Pois muito que bem. Acometido por misteriosa loucura, Bruno Covas resolveu fazer uma gestão de esquerda ao mesmo tempo em que sepultou todos os programas adotados pela efêmera gestão João Doria. Em menos de dois anos a cidade de São Paulo voltou a se tornar laboratório de políticas progressistas que fariam Fernando Haddad se entusiasmar: proibição de canudos plásticos, paralisia do programa de privatizações e abandono das políticas de zeladoria urbana que a oposição classificava como "higienistas".

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Claro, "há método". O prefeito mal-avaliado está de olho nos votos que o socialista Márcio França obteve na capital. Esqueceu que eram votos anti-Doria, sobretudo votos de gente indignada com a quebra de promessa de campanha (o atual governador por reiteradas vezes afirmou que não deixaria a prefeitura) e pelo fato de que Doria foi responsável por desovar Covas no Palácio do Anhangabaú. É disso que a maioria se recente: Doria chegou fazendo barulho com ações rápidas e práticas na gestão pública, mas deixou em seu lugar alguém que só faz peso na cadeira de prefeito.

Vaias a qualquer prefeito de São Paulo que não seja de esquerda deveriam ser vistas não como fato político, mas algo corriqueiro em se tratando desta cidade. No entanto com Covas elas assumem contornos constrangedores, já que este prefeito tentou cooptar estas pessoas. Chegou a colocar o presidente de um dos blocos mais ideológicos da história do carnaval paulistano como secretário da Cultura. Tudo para ser vaiado no final.

Covas resolveu jogar na lama seu nome político, e com ele o legado da própria família. Quis abrir as pernas de sua gestão aos que sempre o detestaram, aos que continuarão detestando o que seu antecessor representa mesmo que Covas lhe dê a própria cadeira de prefeito. A diferença é que se antes Covas era odiado, agora ele passa a ser encarado como um otário que capitulou para a extrema-esquerda em sua tentativa desesperada de vencer a reeleição - quando tudo o que ele deveria fazer para garantir sua continuidade era limpar a cidade e tampar alguns buracos. Sim, o prefeito de São Paulo vivia em Marte quando várias empresas afundavam por ouvirem os conselhos de marqueteiros lacradores. Achou que ser progressista de ocasião iria lhe salvar, mas não foi poupado nem pelos que participam do bloco do secretário de Cultura. Covas deixa sua situação ainda pior ao deixar claro que além de incompetente também é patético. Já merece o título de maior fiasco do ano.

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