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Ciro responde vaias da UNE com sarcasmo: a família Gomes sabe bem de que mato tira lenha


Ciro Gomes ganhou os trending topics do Twitter ao repetir em evento da UNE a frase de seu irmão que fez muito militante vermelho se rasgar de ódio: "Lula está preso, babaca!"

Ah, Ciro não disse só isso: ainda tripudiou, como registra O Antagonista:

Ciro Gomes repetiu durante a Bienal da UNE, em Salvador, o que seu irmão, o senador Cid Gomes, disse em evento no Ceará durante o segundo turno das eleições de 2018.
“O jovem no bar é obrigado a defender corrupção, aparelhamento do Estado, formação de quadrilha. Isso não é para vocês. Vocês não têm nada a ver com isso”, discursava Ciro, quando alguém da plateia gritou:
“Corrupto!”
“Não sou, não”, respondeu o pedetista. “Eu estou solto. Eu sou limpo, eu sou limpo. Olhe: o Lula tá preso, babaca!”
Ciro repetiu duas vezes a frase.
Parte da plateia aplaudiu, mas a militância petista vaiou e gritou “Lula livre”.
Ciro disse então que ajudou Lula em todas as eleições dele e que foi contra o que chamou de “prisão arbitrária”.
“Ele aceitou os recursos. Desculpa, não sou eu que condenei o Lula. Não está na minha mão liberar Lula. Eu avisei que, se a direita ganhasse as eleições, o Lula ia ficar encarcerado por muito mais tempo. Avisei na campanha. Todo mundo pode vomitar paixão que quiser, mas enquanto a gente ficar assim, acreditando em minorias ínfimas, esmagadoramente derrotados que fomos… Companheiros, nós fomos humilhantemente derrotados por essa estratégia. Insistir nela afunda o Brasil!”
As falas podem ser vistas nos vídeos abaixo:





Pois é. O homem não está de brincadeira. Mas ao contrário do que pensam alguns militantes de Direita mais dados a ilusões políticas próprias de adolescentes, há muito mais do que método na fala de Ciro.

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Não, Ciro não foi tomado pela raiva - assim com seu irmão Cid não teve um surto de sincericídio. Observem: Cid foi a um evento de apoio a Haddad após Lula cravar um punhal nas costas de seu irmão ao impedir que o coronel se coligasse ao PSB. Já Ciro vai até a UNE (dominada pelo PCdoB e por teúdas manteúdas do petismo) e critica o governo. Ah, ele vai até a UNE após manter posições muito duras contra Lula e depois de ter adotado uma postura de "oposição responsável a Bolsonaro" (ao menos até o momento), se desvinculando por completo da histeria e sabotagem canalha do petismo e adjacências. Será mesmo que Ciro não esperava ser hostilizado?

E o repeteco do "Lula está preso, babaca?" Com tantas coisas que poderiam ser ditas ele preferiu desqualificar o petismo e seus apoiadores? O fato é que Ciro percebeu que Lula é um moribundo político após a vitória de Jair Bolsonaro, e que os ventos não são favoráveis a quem se alia a este leproso. O que ele preferiu fazer foi fazer sua família desembarcar do petismo. Claro, a traição de Lula pesa muito. Ele sabe que jamais será aceito como liderança das esquerdas enquanto o petismo for viável. 

Bom, Ciro e Cid desembarcaram. Um constrangeu a campanha de Haddad e o outro constrangeu o petismo no dia seguinte a nova condenação de Lula. Isso ao mesmo tempo em que seu irmão Cid soltou a mão de Renan Calheiros apoiando Tasso Jereissati e depois David Alcolumbre. Mesmo a senadora Katia Abreu (que protagonizou aquele barraco deplorável) não votou em Renan. Observem o que o PDT está fazendo ao se posicionar longe do PT no Congresso. Isso tudo desqualifica qualquer argumento que sugira espontaneidade na fala de Ciro. 

Veja bem, Ciro não está errado em suas falas sobre Lula. O que entrega sua estratégia é o timing. A família Ferreira Gomes sempre foi sócia e beneficiária do lulopetismo enquanto ele se mostrou uma seara pródiga, mas já dava sinais de esgotamento na relação quando Lula desferiu aquele golpe em conluio com o PSB. Foi a deixa para o término. Preferem levar o PDT para o centro e se distanciar da imagem desacreditada do petismo. Eles sabem como ninguém se aproximar de qualquer governo para desembargar quando a Inês já é morta. São peritos da sobrevivência política, tanto que estão na política desde o longínquo ano de 1890.


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