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A esquerda e os ditos "progressistas" se calaram diante do ataque de Renan a jornalista Dora Kramer



O episódio do ataque de Renan Calheiros contra a jornalista Dora Kramer foi algo sem precedentes. Nunca antes se viu uma figura política - mesmo a mais desprezível, se referir a uma mulher desta forma. Por questão de justiça é preciso dizer que aquela conversa de Lula sobre "as mulheres do grelo duro" de seu partido foi uma conversa de vestiário, privada. Mesmo tendo teor igualmente condenável, o fato é que Lula não tuitou a mensagem como fez Renan.

Por óbvio: o que Renan queria era causar constrangimento. Tanto a jornalista quanto a família de Simone Tebet, sua rival dentro do MDB - aquela que mesmo vítima dos apliques do coronel se recusou a ser a vítima da história. O troco foi dado na articulação para a presidência que deixou Renan pelo caminho, daí a fúria do cangaceiro.

O cangaceiro também mirou na imprensa. Certamente ele terá informações tão constrangedoras quanto a respeito de outros jornalistas. Quer se impor pelo medo, assim como sempre fez em suas empreitadas. Entre Renan e um dono de morro, a única diferença é que alguns traficantes são acometidos dos chamados "pudores burgueses". Não é o caso do cangaceiro.

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As intenções de Renan são claras e suas vísceras já estavam expostas em praça pública quando ele iniciou os movimentos obscuros que o levaram a obter a nomeação pelo MDB para ser o candidato ao posto. O que não está tão claro é a movimentação das esquerdas. Simplesmente não se ouviu nenhum pio a respeito.

Evidente, já que estavam com Renan.

Ou melhor: ainda estão.

O que não faltaram foram manifestações de gente feliz com a possibilidade de que Renan liderasse a oposição, agora que o desejo de vingança arde em seu coração. No entanto não avaliam que o cangaceiro já não dispõe dos mesmos tentáculos que antes. Independente de qualquer coisa, Renan agiu com inédita truculência. E foi repreendido por pouquíssimas vozes entre as esquerdas, sobretudo pelos autointitulados "progressistas". Ora, Bolsonaro foi chamado de fascista e misógino por muito menos - mas com Renan tudo o que existe é o silêncio. A questão é que desejam ardentemente que Renan se junte a eles para fazer o que seu líder acorrentado não pode. 

Diga-se de passagem, para nós isto é ótimo. Ter Renan como líder da oposição é o mesmo que se apresentar como traficante de drogas na declaração de imposto de renda. 



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