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Paris desiste de transporte gratuito para todos. Precisaram de estudos para concluir o óbvio.


Notícia da Folha:
A prefeitura de Paris desistiu da ideia de oferecer passagens gratuitas nos ônibus, trens e metrô da cidade para todos, ao concluir que a gratuidade reduziria muito pouco o tráfego de veículos na cidade.
No início de 2018, a prefeita Anne Hidalgo havia anunciado planos de oferecer transporte gratuito na cidade. No entanto, estudos feitos pelo município concluíram que a grande maioria dos motoristas não deixaria seus carros em casa mesmo que houvesse transporte gratuito, por preferir mais conforto e rapidez. A redução no tráfego de veículos chegaria, no máximo, a 5%.
Apesar de desistir do passe livre geral, a prefeitura anunciou medidas na última quinta (10). Entre elas, a de que dará tarifa grátis a todas as crianças com até 11 anos, a partir de 1º de setembro. E os estudantes com mais de 12 anos passarão a ter direito a meia tarifa.
Outra novidade é que o sistema de empréstimo de bicicletas públicas, chamado Velib, será gratuito para menores de 18 anos.
Ao não cobrar das crianças e jovens, há maior chance de que pais e familiares passem a usar mais o transporte público quando saírem com os filhos.
A expectativa é que a medida custe € 15 milhões (cerca de R$ 63 milhões) aos cofres públicos por ano. Parte desse custo será bancado pelo aumento de painéis publicitários.
Hidalgo também disse que pretende oferecer tarifa grátis nos transportes para pessoas com renda familiar menor do que um salário mínimo e meio (€ 2,247, equivalente a R$ 9,560). No entanto, essa medida depende do apoio de outros partidos.
Experiências com passe livre estão sendo implantadas em cidades de pequeno e médio porte pelo mundo. Um estudo da Universidade de Bruxelas, divulgado pelo jornal The Guardian, apontou que, em 2017, ao menos 99 sistemas de transporte não cobravam passagem. A maior parte deles, 57, ficavam na Europa, e 11 na América do Sul.
A cidade de Dunquerque, na França, aboliu a cobrança em setembro de 2018. Ali vivem 200 mil pessoas. Em dezembro, Luxemburgo anunciou que a tarifa será zero em todos os transportes do país a partir de meados de 2019. O ducado tem cerca de 600 mil habitantes. Porém, a ideia ainda parece um pouco distante das metrópoles, cuja demanda por transporte costuma estar muito perto (ou além) da saturação.
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É evidente que Paris desistiria do passe livre, uma vez que a medida é insustentável e só é defendida mesmo por loucos e oportunistas. Os loucos não têm noção da realidade, não calculam que em grandes metrópoles é impossível oferecer um serviço destes sem custos ao contribuinte. Ou melhor, que é impossível fazer sem cobrar do usuário - é bom pontuar que o custo do serviço público sempre será do contribuinte. 

Do outro lado temos os estelionatários, e nisso devemos incluir aqueles farsantes que exigem transporte público em cidades como São Paulo, Rio de Janeiro e Recife - cidades grandes que jamais poderiam proporcionar o serviço ao usuário sem colocar em prática alguma tarifa. 

Vamos lembrar o óbvio: talvez seja possível algo desta natureza em localidades como o ducado de Luxemburgo, com seus seiscentos mil habitantes. Essa realidade é completamente diferente da cidade de São Paulo, que possuí quase treze milhões. Ah, é provável que mesmo estas cidades e pequenos países que adotaram podem eventualmente retroceder nestas políticas. Afinal de contas, é uma medida de justiça social que não existe sequer na Coreia do Norte - e esta realidade permanecerá imutável independente de quantos vidros os vândalos quebrarem. 


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