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Mourão na presidência serviu para aferir o medo que as esquerdas têm do vice de Bolsonaro


O General Mourão é presidente do Brasil desde o dia de ontem, exercendo o cargo de forma interina durante a participação de Jair Bolsonaro no Fórum Econômico Mundial. O militar inaugurou sua interinidade exaltando a vitória do Flamengo em cima do Botafogo - deixando desarmados os jornalistas ávidos por declarações sobre a crise gerada em torno do senador eleito Flávio Bolsonaro, filho do presidente.

Além deste drible digno de Ronaldinho Gaúcho, Mourão ainda fez sinais positivos ao defender a inclusão de militares na reforma da previdência, além de ter desfeito a polêmica em torno do decreto de armas ao dizer de forma completamente correta que a medida não é uma política para segurança pública. Isto é um raciocínio complexo que leva muitos defensores a serem encobertos por militantes desarmamentistas que distorcem o debate ao tratar uma questão de liberdade civil como política de segurança pública.

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Além disso se destacou o peso que se deu ao fato de que Mourão é o primeiro general a ocupar a presidência da República desde o fim do mandato do General João Baptista de Oliveira Figueiredo (que deixou o cargo em 15 de março de 1985). O fato adquiriu contornos de absurdo quando figuras das esquerdas como o Diário do Centro do Mundo, que viu como uma temeridade a presidência ocupada por um fardado.

Mas vejam só: Mourão foi eleito democraticamente. Qual seria a objeção a ele? Isso sem falar que representa um dos setores que conferem estabilidade ao governo Bolsonaro. Notem que até agora as crises no governo não vieram nem dos militares, nem da área econômica ou do setor jurídico. Isso é devastador para os oposicionistas da esquerda, já que temos aqui um sujeito que demonstrou inédita desenvoltura política e técnica.

Mourão deverá voltar a presidência interina durante a cirurgia que o presidente deverá ser submetido para retirar a bolsa de colostomia que utiliza desde que foi operado por conta da tentativa de homicídio que sofreu durante a campanha. Mourão tem utilizado bem os holofotes para desencorajar qualquer tentativa de golpe ou impeachment por parte das esquerdas. Afinal de contas, não estamos falando de um vice vacilante como Michel Temer. O general é falante, extrovertido e desenvolto. Demonstrou grande espírito de liderança ao defender que os militares fizessem o esforço patriótico de se incluírem na reforma da previdência - algo difícil para um setor tão corporativista quanto as Forças Armadas e que causa embaraços até ao presidente de facto. Depois de sua declaração não se ouviu mais nenhum militar ligado ao governo fazendo objeções a reforma. Além disso é indígena, flamenguista e maçom. É carne de pescoço.



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