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Ditadura só permitiu que Lula fosse ao enterro de sua mãe porque o criminoso era seu informante



O episódio da morte do sindicalista Genivaldo Inácio da Silva fez com que as esquerdas se utilizassem do seguinte mantra: "até a ditadura permitiu a Lula que enterrasse sua mãe, mas na democracia de Bolsonaro e Moro ele não pode sequer enterrar o irmão".

Sim, é verdade. O Regime Militar de fato permitiu que o criminoso de São Bernardo participasse do velório e sepultamento de Dona Lindu, falecida em 1980. Foi justamente quando Lula estava preso no Departamento de Ordem Política e Social. Dois policiais acompanharam o então líder sindicalista até o velório realizado na capela do Hospital Beneficência Portuguesa, em São Caetano do Sul.

Então a narrativa petista está correta? Pelo contrário, nunca foram tão ardilosos quanto agora.

Aqui temos a tentativa clara de negar a legitimidade de nossa democracia e de nossas instituições, já que atribuem maior humanidade ao período de exceção. Ao mesmo tempo que passam pano para os generais já falecidos para pesar contra um governo democraticamente eleito e um judiciário atuante que apesar das graves idiossincrasias não concedeu a impunidade premiada ao líder da organização criminosa, eles tentam reforçar a ideia de que Lula é, por excelência, um herói da democracia.

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Nada mais falso. Em seu livro Assassinato de Reputações, o delegado Romeu Tuma Jr narra a ligação do então líder sindicalista com seu paia, o ex-senador Romeu Tuma. Tuma integrou os quadros da Polícia Civil de São Paulo, passando pelos cargos de investigador e depois delegado. Em 1972 se tornou diretor-geral do temido DOPS, órgão encarregado de monitorar e prender agentes considerados subversivos pelo governo. Mas Lula não foi preso por ser subversivo. Segundo conta seu filho Romeu Tuma, o motivo da prisão foi outro: o petista era informante do DOPS. No vídeo abaixo o próprio delegado relata no programa Roda Viva (da TV Cultura), qual era a natureza da relação entre seu pai e Lula. O programa pode ser visto na íntegra aqui.



A partir daí fica fácil compreender a razão pela qual o Regime Militar autorizou Lula a participar do enterro de sua mãe mesmo estando "preso" no DOPS. Ele não representava nenhuma ameaça a ordem pública, visto que não passava de um colaborador do regime, um infiltrado no submundo. Se ele podia até fumar na viatura sem algemas, porque diabos não poderia sepultar a própria mãe?

Aliás, a quem interessar: na época das revelações de Romeu Tuma Jr, o jornalista Reinaldo Azevedo escreveu estas linhas do link. Está tudo no site da Veja. Também há informações referentes ao fato em diversas outras fontes. 

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