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CNN chega ao Brasil. Movimento pode ser lamentável, mas faz parte da democracia. Os descontentes é que se movam...



A notícia de que o empresário Rubens Menin irá trazer a emissora CNN ao Brasil provocou certo alvoroço midiático, uma vez que a Cable News Network é uma das gigantes da comunicação nos Estados Unidos e arqui-inimiga do governo Donald Trump. O que se espera tanto a esquerda quanto a Direita é que desempenhe o mesmo papel no Brasil. 

O anúncio mostra que a ação ousada irá preencher uma lacuna entre os profissionais de imprensa. O empreendimento deverá empregar vários jornalistas vitimados pelos cada vez mais frequentes passaralhos. 

Antes de tudo é bom frisar que se faz muito barulho por nada. Guardadas as devidas proporções, a emissora não foi muito bem sucedida em sua vendetta contra o presidente Trump e certamente terá desempenho semelhante contra Bolsonaro. Isso porque os grandes meios não dispõe mais do monopólio da informação. A emissora terá de brigar pela audiência com a internet e meios alternativos.

Evidente que ela pode se consolidar como agente no debate, já que sempre há espaço para novos meios - os casos bem sucedidos do El País, The Intercept e Huffington Post mostram que sempre há demanda e sempre há espaço. Ainda mais em se tratando de um país que vive uma efervescência política institucionalizada. 

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No entanto não deveria causar medo pelo simples fato de que a "Clinton News Network" virá apenas para replicar aquilo que já é ruminado pela mídia nativa: uma mistura de esquerdismo soft e empafia com pitadas de psicopatia. Inicialmente restrita a TV a cabo, a emissora irá brigar com a Globo News, que já alimenta o mesmo seguimento da CNN. 

Aqui é necessário frisar um destaque: a Globo News e a Rede Globo irão sofrer muito com a presença da CNN, que além de possuir o mesmo viés é também a autora do conteúdo internacional que o grupo da família Marinho replica com tanta pusilanimidade. Os tempos de copy e past estão com os dias contados. 

É certo que por parte da Direita há o receio de que tenhamos mais um veículo conhecido por fabricar notícias sob medida para assassinar reputações de nomes da Direita com um cofre cheio (sim, o senhor Rubens Menin é entusiasta do capitalismo apenas para si - para os outros ele pretende distribuir a mesma lavagem ideológica que a CNN produz nos Estados Unidos). Mas devemos entender que isso é apenas um dos aspectos da vida política. É impensável que em uma guerra alguém se indigne com o adversário porque este está equipando bem os seus exércitos. O que a Direita deveria fazer era replicar aqui o que a Fox News faz nos Estados Unidos de forma tão bem sucedida. O empresário Luciano Hang, por exemplo, poderia conversar com seus amigos empresários para financiarem um jornalismo com viés conservador ao invés de apenas reclamar que estrangeiros farão um consórcio com um empresário local para "espalhar o comunismo". 

A dica que este blogueiro dá ao grande empreendedor catarinense e a outros indignados é que façam o mesmo que os tubarões da esquerda já fazem há anos (e que nós apenas batemos o pezinho para pirraçar): financiem movimentos, blogs (óbvio que este aqui está incluso), movimentos, coletivos, associações de classe, canais no youtube e até grupos de estudos e pesquisa acadêmica - enfim, tudo o que for replicar nosso ideário. O que temos hoje é uma miríade de guerreiros solitários que vivem quase exclusivamente de cliques ou doações, enquanto os outros estão com as burras cheias de dinheiro. Já que estamos em tempos de tantos militares no governo, é bom lembrar que um dos elementos que dão vitória em guerras é justamente o investimento nos próprios regimentos.

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