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Candidatura do Renan sobe no telhado: se desenha o cenário da maior derrota de um cacique na história do Senado



Os ventos parecem estar mudando na complicada disputa pela presidência do Senado Federal. Ao menos é o que sugerem os movimentos recentes dos principais atores envolvidos. Outrora invencível, Renan Calheiros andou contando vantagens sobre sua disputa - incluindo uma defesa do senador eleito Flávio Bolsonaro. 

Do outro lado da disputa estavam a senadora Simone Tebet (que disputa a candidatura pelo MDB, mesmo partido de Renan) e Major Olímpio (PSL) (que não dispunha de muitas chances de vitória, tanto que sinalizou positivamente para Calheiros). Também eram aventados os nomes de Tasso Jereissati (PSDB), Álvaro Dias (Podemos-PR), Davi Alcolumbre (DEM-AP) e Esperidião Amin (PP-SC) - evidente que estas últimas já não dispõe da mesma chance de êxito que Renan, Simone e Tasso. 

Por um tempo chegou-se a especular que a vitória do cangaceiro já era certa. O próprio Renan andou espalhando aos quatro cantos que possuía quarenta votos certos - sendo que são necessários quarenta e um para fechar a fatura. 

Ocorre que vivemos em outros tempos. A disputa atraiu a atenção da sociedade, que demonstrou nas urnas uma inédita insatisfação com a classe política. Renan conseguiu escapar da ira santa das urnas, mas teve que se colocar na berlinda ao manifestar interesse de retorno para sua cadeira preferida. É aí que as coisas começaram a mudar. 

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Em um primeiro momento houve o repúdio geral a qualquer tentativa de aceno ao cangaceiro por parte do governo Bolsonaro - que resolveu não interferir na disputa por não dispor de muitas alternativas razoáveis a Renan. Depois veio a candidatura de Tasso Jereissati, apoiada até pelos Ferreira Gomes como alternativa ao petismo

Não parou por aí: ele ainda conseguiu ser alvo de uma ação ajuizada pelo advogado Rubens Nunes Filho (do MBL) questionando sua elegibilidade, visto que o pistoleiro é réu em quatorze processos - que anula o conceito de idoneidade exigido para o cargo. Hoje o ministro Luiz Fux remeteu o processo remeteu à Justiça Federal de Brasília. É um grande tropeço, visto que ele poderia simplesmente ter rejeitado. 

Mas o maior tropeço talvez tenha vindo dos próprios pares: segundo noticiou o Antagonista, o senador Ciro Nogueira teria orientado a presidência do PP que não votassem em Renan. "Seria bom a nossa líder se manifestar, dizendo que o partido tem um pré-candidato colocado, que é o nosso governador [Esperidião] Amin, e que em minuto nenhum o partido se reuniu para discutir apoio a outra candidatura. Achava que era interessante a gente se manifestar", diz o site. 

Mais cedo o próprio Renan parece ter se adiantado para preservar seu capital político de uma perda irreparável. Em seu Twitter o bandoleiro disse não ter qualquer intenção de disputar a presidência da casa. Pode ser só a velha estratégia do fingir-se de morto para se preservar, mas o fato é que pouco depois a senadora Simonte Tebet confirmou ao partido a sua intenção de disputar a presidência do Senado. Como a indicação depende de aprovação do partido, a senadora já estaria empatada com Renan por seis votos a seis. No entanto o próprio Major Olímpio declarou a imprensa que os demais candidatos estariam dispostos a abrir mão de suas candidaturas para apoiar Simone caso Renan não dispute o cargo. Se este desfecho se confirmar, a candidatura Calheiros terá morrido de inanição depois de ser dada como certa pelo próprio. Se desenha o cenário da maior derrota de um cacique na história do Senado.



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