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Bancada do ódio no Morning deu show de truculência e selvageria contra Caio Coppolla



Quem é paulista por certo deve conhecer o Morning Show, programa da Rádio Jovem Pan FM transmitido logo após o Jornal da Manhã. Principalmente por ser transmitido ao vivo logo na sequência do noticiário que conta com Thiago Uberreich, Marco Antônio Villa, Vera Magalhães, Augusto Nunes, José Maria Trindade e outros tantos. O caso é que o programa de variedades sempre se dispôs a colocar na roda de discussões as notícias da política, da sociedade e do mundo do entretenimento. Por contar com grande audiência, os temas ali abordado e a própria dinâmica do programa acabam se tornando notícias também. A de hoje não deixa por menos. 

O âncora Edgar Piccoli colocou em discussão a notícia de que o deputado federal Jean Wyllys havia renunciado ao mandato parlamentar por conta de supostas ameaças que sofreu, quando o comentarista Caio Coppolla (que é conservador) iniciou sua fala fazendo objeções a narrativa da mídia mainstrean sobre o caso. Foi quando se deu a discussão de baixíssimo nível que o leitor pode conferir abaixo. 





Aos fatos: logo nas falas iniciais Caio Coppolla diz que há selvageria tanto no tiro quanto na cusparada. Edgar interrompe exaltando a cusparada, que segundo ele não mata ninguém. Mais adiante Caio diz que Jean enfrenta a decadência política, fato facilmente comprovado pelos números eleitorais do dito cujo. Mais uma vez é interrompido. Quando tenta retomar a discussão é novamente interrompido ao lembrar que Jean Wyllys é um político asqueroso que desperta ojeriza por suas posições e emenda afirmando que o parlamentar do PSOL perdeu até o apoio do seguimento da sociedade que dizia representar (os LGBT). Novamente é interrompido para ouvir insultos sobre homofobia. Passam a palavra para o insuportável Fefito (aquele que diz que biologia é uma definição própria da sociedade opressora cristã) e de quebra é obrigado a engolir mais reações debochadas de seus colegas de bancada. Depois de um discurso lacrador de Fefito (que conta com toda a proteção dos colegas), Caio retoma a palavra constatando o óbvio: ele deveria ter o mesmo privilégio que seu colega de usar seu tempo de fala sem ser interrompido. Daí ele é acusado de ser intolerante, de falar o tempo todo e de não ouvir o outro lado. Caio protesta com veemência educada. Consegue falar sob protestos e resmungos, para ao final ouvir mais deboches de seus colegas. 

Foi isso. 

Faz tempo, muito tempo mesmo, que não se vê nada do tipo em um programa de debates. Mais do que isso, faz algum tempo em que não se trata a divergência como crime. O ar de sarcasmo de Edgar Picolli, Paulinha Carvalho e Fefito davam a entender que Caio era um leproso moral, um indigente que polui o ambiente com sua presença. Mais do que isso: o mero fato dele questionar uma narrativa tornou dele o pior dos homens. 

Bom, há que se lembrar que foi nesta bancada que a jornalista Helen Braun (que hoje atua na Rádio Globo) afirmou que preferia levar um bandido para casa do que um "bolsominion". Embora o próprio autor deste texto enfrente algumas escaramuças com apoiadores mais radicais do presidente, é inegável dizer que a fala da moça classifica apoiadores de político como pessoas mais detestáveis do que aquelas que praticam crimes. Ou melhor: que os crimes de opinião praticados pela direita (porque é disso que se trata) seriam piores do que crimes de facto. 

Eis aqui uma vergonha, um acinte, um ataque direto a maioria dos brasileiros com a qual não podemos condescender. Quando Edgar e seus comparsas ideológicos tratam uma opinião legítima como algo tão detestável a ponto de não poder ser ao menos defendido, estão negando a legitimidade de seus defensores participarem do debate público. No caso de Caio, estão reduzindo um adversário ideológico a categoria de desumano. Tão desumano que não pode ser tolerado entre eles. 

É bom lembrar que não é a primeira vez, como mencionei antes. Paulinha Carvalho tempos atrás protagonizou um episódio tão deprimente quanto o de hoje ao rebater o então colega de bancada Caio Rocha. O vídeo pode ser visto abaixo. 





É bom entender que esta falta de educação e histeria tem método: primeiro se bagunça o debate interrompendo, constrangendo e rotulando o adversário. Quem sabe até leva-lo aos limites da razão. Se ele perder a paciência, os fascistas que pedem mais amor irão encerrar a discussão acusando o outro lado de pregar ódio. Se ele não perde a calma, os mesmos irão alegar que só perderam a compostura por serem extremamente intolerantes com o preconceito, racismo, homofobia, misoginia e etc. É este o modus operandi desta gente lamentável. 

Mas, seguindo a escola de ceticismo cínico do senhor Picolli, "por qual motivo os apresentadores iriam atuar com indignação fingida diante da manifestação de um colega de bancada se ela não vilipendiasse frontalmente os valores humanos e democráticos"? Muito simples: Caio desmontou o embuste de Jean Wyllys, expôs os furos na narrativa tão bem montada do perseguido político. Como Caio menciona, duvidar de uma história é princípio da liberdade de expressão e do direito. Mesmo hoje com o presidente fazendo uso de uma bolsa de colostomia ainda temos aqueles que duvidam do atentado sofrido em Juiz de Fora pelo ex-PSOL Adélio Bispo. Mesmo depois da perícia afirmar que o vereador do MBL Fernando Holiday foi de fato alvo de um tiro há os que acusam o movimento de forjar o fato transformando o ataque com uma bolinha de gude em atentado político. Notem que o que Edgar, Fefito e Paulinha querem é que os adversários da extrema-esquerda sejam completamente questionados, mas não desejam o mesmo para seus "companheiros". Quando se trata deles temos que comprar as versões prontas e apenas nos indignarmos em conjunto. E se possível abrir mão dos posicionamentos e valores que eles exigem a cada um dos falsos ataques sofridos. Lembro que o mesmo aconteceu por ocasião dos falsos ataques nazistas praticados por supostos eleitores de Bolsonaro. 

É fundamental aqui separar os eventuais conflitos retóricos das cenas lamentáveis no estúdio da Jovem Pan. Houve ali até um momento sui generis de estelionato retórico, quando Edgar acusou Caio de inflamar o público. Não: é ele e seus camaradas que inflamam milhares de pessoas ao atacarem sua dignidade todos os dias com os truques mais rasteiros. Como se a reação "inflamada" dos ouvintes indignados fosse desaparecer caso Caio se ausentasse da bancada. É uma vergonha, ainda mais se tratando de pessoas supostamente esclarecidas e competentes como o próprio Edgar. A acusação de que atacam o Fefito por sua orientação também é infundada. Estes comentários de fato homofóbicos provavelmente não correspondem sequer a um por cento do que é publicado contra uma figura pestilenta que chegou a dizer que "só votou em Bolsonaro quem quer ver LGBTs mortos". Já Paulinha resolveu se encorajar com a vinda de Fefito para pregar seu feminismo radical e seu progressismo ultrajante. Embora não tenha declarado voto em Haddad, ficou claro a postura da moça em favor do #EleNão. O que ela não lembra é que se dependesse do petismo seu avô Antônio Augusto Amaral de Carvalho teria perdido a concessão da rádio, colocando fim ao grupo Jovem Pan. Evidente que ela não responderia a isso com deboche, mas sim com prato e ranger de dentes. 

Apesar da ideia de pedir boicote a um programa que se tornou uma arena de desrespeito, é razoável concluir que ao menos temos um sujeito esclarecido que não abre mão de seus princípios nem quando jogado na cova dos leões por colegas que estão dispostos a qualquer baixaria na hora de desqualificar o debate. Caio tem a missão de iluminar a escuridão com suas ideias, o que de certa forma compensa todo o veneno que seus detratores espalham. É assim que ele "inflama" o público contra as figuras lamentáveis que usam seu espaço de fala não para debater, mas para vilipendiar a moral de um colega de programa, sepultando ao mesmo tempo a ética e a tolerância que alegam defender. O peso das opiniões de Caio e da força moral que ele exerce podem ser atestadas pela repercussão da briga nas redes sociais. No Twitter a hashtag #EstamosComCaio passou o dia nos trending topics, enquanto o vídeo da discussão contava com mais de 40 mil dislikes contra 10 mil likes no canal do programa no Youtube. Caio tem a seu favor ainda uma campanha de ouvintes que o querem no Pingo Nos Is ao lado de Augusto Nunes, José Maria Trindade e Felipe Moura Brasil e fora da panelinha dos senhores Carvalho, Picolli e Fefito. A única campanha que contempla os seus colegas de bancada até o momento é a de boicote mesmo. E é bom que os integrantes da bancada e a direção do programa atentem para o fato de que se continuar nesta toada é possível que nem Caio salve o programa de um fim comercial provocado por baixa audiência. Os números mostram que, felizmente, a claque dos fascistas que pedem mais amor representam maioria apenas nas redações de jornais e das produções do mundo do entretenimento. No mundo real não passam de uma insignificante minoria. 


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