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A prisão de Battisti na Bolívia encerra um período vergonhoso na história política do Brasil


Finalmente se fez Justiça no caso Cesare Battisti. E infelizmente, não foi pelas mãos do Brasil. 

O caso é que o caso só se arrastou até hoje por conta da leniência do Partido dos Trabalhadores com a violência como arma política. 

Evidente que o carniceiro italiano não se beneficiou apenas da condescendência das esquerdas, mas também da total corrosão das instituições brasileiras. Não há de se esquecer que foi o Supremo Tribunal Federal que permitiu que o infame Luis Inácio concedesse ao terrorista o benefício da impunidade premiada. 

O caso é espantoso pois não havia dúvida alguma quanto ao crime praticado por Battisti: deixou para trás quatro cadáveres e um paraplégico filho de uma das vítimas. Um homem que "teve a sorte" de perder o pai e as habilidades motoras enquanto seu algoz era festejado como herói do outro lado do Atlântico. 

Ontem esta história teve um desfecho após mais de dez anos de constrangimento diplomático para o Brasil, que graças a Lula consolidou sua má fama de retiro de criminosos. Por outro lado a Bolívia do índio cocaleiro Evo Morales coleciona mais uma derrota de um criminoso internacional em sua história. Sim, antes de Battisti o país serviu de túmulo de Ernesto Che Guevara e fim da linha para Klaus Barbie. E foi simples: apenas seguiram as leis e devolveram um terrorista condenado ao país de origem.

Política externa não diz respeito apenas a salamaleques na ONU ou encontros protocolares no Mercosul. Diz respeito a imagem de um povo organizado na forma de Estado. A alopragem praticada pelo petismo parecia mais trabalho de bandoleiros do que diplomacia. A República Federativa do Brasil se converteu em entreposto do crime enquanto éramos rebaixados a humilhante categoria de anão diplomático. 

Que a história nos ensine: governos condescendentes com a barbárie não só causam constrangimentos temporários. Eles também vilipendiam a história. 



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