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A desastrosa nota do MEC


A nota do MEC (que pode ser lida abaixo) contra o jornalista Anselmo Góis só pode mesmo ser definida como desastrosa. Embora possam ter razão ao justificar a remoção do conteúdo, os autores falham miseravelmente em quesitos diversos - mas sobretudo no quesito político.



Em primeiro lugar, há a longa explanação. Bastava ter dito que a notícia veiculada era inverídica, poderiam até mesmo generalizar ou não mencionar o veículo em questão - já que se trata de uma polêmica menor que não respingava tanto no ministério quanto a própria nota.

Segundo: quem elaborou a nota pensou em ter um trunfo nas mãos contra o jornalista, já que o próprio conta ter sido protegido pela KGB durante o Regime Militar. Ocorre que o autor da nota escorregou feio na argumentação, sem mencionar as declarações do jornalista neste sentido. Ficou patético, como a nota não fala qual é a relação de Góis com a KGB a impressão geral é de que a nota foi elaborada por um maluco que não superou os tempos da Guerra Fria.

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Notas públicas devem ser impessoais, sem entrar em divididas políticas próprias de quem ocupa o parlamento. Ali não é o partido, o governo ou quem quer que seja. O MEC é um braço do Estado brasileiro em sua plenitude, a institucionalidade paira acima de nossas posições pessoais. Aliás, isso é algo que qualquer conservador que se preze irá compreender perfeitamente.

Mas o pior é que quem fez a lambança acabou caindo na armadilha de "jogar veneno" em nota pública. Se forem fazer algo tão deplorável ao menos façam direito. É bom aprenderem que se for para fazer maldade, ela terá de ser feita de uma vez, como nos orienta um ilustre florentino. 
Outra: não é a primeira vez que este governo comete erros grosseiros na comunicação. Seus integrantes devem saber que já pesa sobre eles a pecha de obscurantistas ignorantes e reacionários. Esta profusão de erros crassos irá apenas confirmar o rótulo.

Aqui vai o básico do básico: revisão. Não só revisão, mas também articulação política. E comunicação profissional. Do contrário este governo terá gasto sua credibilidade em menos de um ano.




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