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Tiete de Boulos, jornalista Pannunzio diz que denúncias contra João de Deus podem ser "perseguição religiosa"


Âncora do Jornal da Band, Fábio Pannunzio se envolveu em uma polêmica recente: diante de uma matéria tratando dos crimes atribuídos ao médium João de Deus, o jornalista resolveu dar sua contribuição ao debate em torno do caso colocando em dúvida os abusos relatados. Para Pannunzio, isso pode ser parte de uma campanha contra o seguimento religioso da qual João faz parte.

Veja o vídeo.



Antes de tudo é preciso dizer o seguinte: ninguém disse que João de Deus cometeu os crimes agora. As denúncias e investigações se referem a atos praticados durante anos. Inclusive foi amplamente veiculado que o médium já havia sido denunciado antes, mas que na ocasião a Justiça o absolveu por considerar as provas insuficientes. Se Pannunzio prestar atenção no conteúdo da própria emissora em que trabalha, poderá atestar o fato.

Mas aqui tem um porém: a religião espírita possuí muitos adeptos entre as camadas privilegiadas da população, há algo de científico em seus postulados. O ateu Pannunzio, que se jacta de seu ceticismo, é o mesmo que pede proteção a este tipo de crença. Só não faz o mesmo quando o alvo é um religioso evangélico. Afinal de contas, evangélicos brasileiros são majoritariamente oriundos das camadas mais pobres da população. Seus líderes frequentemente são homens iletrados e incultos. É o que explica o preconceito da classe jornalística e política com o relato da ministra Damares Alves. Notem: ver Jesus no pé de goiaba aos dez anos é motivo de ridículo, mas operar cirurgias sob a possessão de espíritos desencarnados é visto como algo completamente factível a ponto de ninguém colocar a prática em dúvida. Significa.

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É curioso que Pannunzio tenha este tipo de cautela. Em tese não há nada errado em se defender o devido processo penal e o Estado democrático de direito - mas Pannunzio só aplica estes institutos aos seus amigos. Quando se trata de adversários ideológicos como Fernando Holiday. Quem não lembra de como o jornalista tratou o coordenador do MBL, desligando o telefone na cara do vereador e o condenando de forma prévia? Holiday chegou a ir ao Ministério Público pedir que suas contas de campanha fossem investigadas - algo inédito entre políticos brasileiros acusados de crimes eleitorais. Mas Pannunzio queria que ele se assumisse a culpa e fosse condenado antes de qualquer conclusão.

Claro, Holiday é do Movimento Brasil Livre. Pannunzio não estende a ele os mesmos direitos civis que estende a tipos como João de Deus - cuja torpeza dos desejos não poupou a própria filha, ou mesmo o miliciano Guilherme Boulos - tietado por Pannunzio nos corredores da Band antes do debate presidencial realizado na emissora.

Pannunzio, como se diz muito aqui, é um monstro moral. É um embusteiro que instrumentaliza os Direitos Humanos e civis para fomento da agenda criminosa da extrema-esquerda. É um dos fascistas que pede mais amor.

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