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Selvageria do PSOL em diplomação em SP prova que o partido emporcalha o debate público



Cenas lamentáveis aconteceram no ato de diplomação dos eleitos no estado de São Paulo. Estavam presentes o governador eleito João Doria e seu vice Rodrigo Garcia, os senadores Major Olímpio e Mara Gabrili e todos os deputados estaduais e federais do estado - além de autoridades do Judiciário, das Forças Armadas, Polícia Militar e jornalistas. Tudo ia bem até que um militante do PSOL invadiu o palco onde se posicionavam os eleitos. As cenas podem ser vistas no vídeo abaixo:



O G1 fez um breve resumo. No link há também um vídeo mostrando o tumulto de forma mais detalhada. Comento abaixo com as devidas correções:

Diplomação de eleitos em São Paulo tem confusão entre deputados, PM no palco e acusação de racismo
Codeputado de mandato coletivo do PSOL entrou no palco, foi retirado e houve briga entre os
Não, não houve "confusão entre deputados". O que houve foi a invasão do evento por um sujeito que se intitula "codeputado" de um "mandato coletivo". Este autor conhece o suficiente de política brasileira para saber que isso não existe, mas está disposto a alterar o texto se a jornalista Tahiane Stochero (autora da matéria) ou o PSOL mostrarem onde está previsto este formato de mandato. Os psolistas têm todo o direito de se organizarem internamente desta forma, mas não tem o privilégio de enfiarem goela abaixo suas resoluções partidárias como se legais fossem.

O governador eleito de São Paulo, João Doria (PSDB), o vice, Rodrigo Garcia (DEM), deputados estaduais e federais e senadores eleitos no estado foram diplomados nesta terça-feira (18) em uma cerimônia realizada na Sala São Paulo, no Centro da capital paulista. Houve confusão entre os parlamentares eleitos e a cerimônia chegou a ser interrompida por cerca de 20 minutos.
Jesus dos Santos, integrante da bancada coletiva encabeçada pela deputada estadual eleita Mônica Seixas, do PSOL, subiu no palco no momento da diplomação e foi impedido por seguranças. Ele queria participar da foto com o documento.

Na verdade o que houve foi a invasão do palco pelo tal Jesus dos Santos, que no passado também invadiu o gabinete do vereador Fernando Holiday. Quem é titular do mandato é Mônica Seixas, conforme diz a lei. Foi por isso que os seguranças o barraram.

O parlamentar foi agarrado e puxado à força para fora do palco. Quando estava sendo retirado, a plateia gritou "fascistas não passarão". Além dos seguranças, o deputado federal eleito Alexandre Frota (PSL) também impediu Jesus de se juntar aos demais parlamentares.
A cerimônia ficou paralisada por 20 minutos. Policiais militares, jornalistas e demais participantes subiram ao palco. O presidente do Tribunal Regional Eleitoral (TRE), desembargador Carlos Eduardo Caduro Padin, pediu para todos se sentarem, mas demorou para ser atendido.
A deputada eleita Monica disse que já havia um acordo prévio com o TRE para que a chapa coletiva recebesse o diploma com os nove integrantes juntos no palco. Jesus dos Santos, segundo a deputada eleita, teria sido o único barrado por um dos seguranças e por Frota.
Jesus disse que houve "racismo" ao impedirem de subir no palco, e que Frota deu uma joelhada nele e o intimidou.

Óbvio que o caso será reduzido a racismo. Jesus e todos os que utilizam esta carta deveriam ter vergonha, já que a única consequência disso é esvaziar denúncias reais de racismo. O vídeo do G1 mostra que boa parte dos seguranças que neutralizaram o arruaceiro são negros. Jesus poderia ser barrado dali mesmo que fosse um norueguês de origem viking ou um russo da Sibéria. O fato é que ele invadiu a cerimônia.

Aliás, não houve essa da "platéia gritando que fascistas não passarão". Isso só aconteceu nos delírios da jornalista - que não tem provas, apenas convicção. Quem gritou foi uma minoria do PSOL, a claque dos vândalos. Os black blocs a paisana que estavam lá para fazer coro a selvageria de um de seus líderes certamente se entusiasmou com a performance da desordem, mas nem de longe compunham uma maioria que autorizasse a jornalista a cravar que "a platéia gritou contra a expulsão do psolento".

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Tirando as abstrações, eufemismos, mentiras e miragens da matéria da Globo, temos um fato objetivo: houve uma confusão em uma cerimônia oficial, causada por um extremista de esquerda que pretende colher dividendos políticos com o caos. Há um cálculo político aí. Ao mesmo tempo em que se apresenta como um parlamentar dotado dos mesmos direitos que a titular do mandato, Jesus se projeta como figura antissistêmica que foi vítima de racismo.

Mas olhem que curioso: se o critério para a retirada do palco fosse a cor da pele, certamente a titular Mônica Seixas também teria sido barrada. Ela é tão negra quanto  Jesus, mas ficou lá sem ser constrangida. O deputado estadual eleito pelo PSL Douglas Garcia também deveria ter sido barrado, uma vez que também é negro. A diferença entre eles e Jesus é que eles têm mandato, ele não.

Registre-se que nunca houve fato semelhante em uma cerimônia de diplomação. O PSOL se apropriou do conceito de mandato coletivo para nos fazer crer que todos ali dispõe das mesmas atribuições e dispositivos do cargo como legítimos representantes eleitos. O caso é que isso é uma abstração para mostrar a força que o partido não possuí. Jesus e seu bando jamais seriam eleitos, por isso se concentraram em Mônica Seixas. Se continuar nesta toada é capaz do partido exigir um gabinete e verbas parlamentares para todos os supostos integrantes do mandato.

Encerro este texto com o que escrevi no Twitter sobre o caso.




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