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O Chico Buarque foi se encontrar com o Papa para “denunciar” perseguição a Lula. O cinismo não tem limites



Leiam esta notícia do jornal Extra:

Chico Buarque foi recebido pelo Papa Francisco no Vaticano. O cantor e compositor brasilerio estava acompanhado da namorada, a advogada Carol Proner, do advogado argentino Roberto Carlés e da ativista e escritora italiana Grazia Tuzi. A foto do encontro foi compartilhada por uma das filhas de Chico no Instagram nesta quarta-feira.
Os quatros agendaram um encontro com o Papa para entregar a ele um extenso relatório com denúncias de processos sobre a judicialização seletiva da política na Argentina, no Equador e no Brasil.

Vejam só o absurdo. Chico Buarque é um cidadão que exerce absolutamente todos os direitos que lhe são garantidos pela nossa Constituição. Ele milita no Partido Comunista do Brasil (na qual é filiado), participa de campanhas políticas de candidatos da extrema-esquerda, se mobilizou contra o impeachment (que para ele foi golpe) e até viaja para atacar o governo brasileiro e nossas instituições com essas acusações levianas. Ainda assim, ele diz que no Brasil não existe democracia.

Não existiria democracia se Chico fosse vigiado pelo governo, se suas falas e entrevistas fossem censuradas, se seu partido político fosse extinto, se indivíduos fossem presos apenas por manifestar posições políticas contrárias ao governo. Mas não. O próprio Chico poderá voltar ao Brasil e tomar seu habitual chope no Leblon após ter atado a Justiça brasileira neste encontro com o Papa Francisco. E ele só pode fazer isso justamente porque vivemos em uma democracia.

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É claro que Chico Buarque não está fazendo nada demais. É exatamente este tipo de comportamento que esperamos de um comunista. Ninguém exige que Chico seja honesto, que diga obviedades como a de que Lula só está preso por ser condenado por corrupção e que é exatamente este o motivo da prisão e processos contra políticos de extrema-esquerda em outros países da América Latina. Aliás, um dos países mencionados pelo bando de Chico como exemplo de “judicialização da política” é o Equador. Para quem não sabe, o país é governado por um partido de extrema-esquerda - o “Allianza País”. E o presidente é ninguém mais ninguém menos que Lenin Moreno Garcés Boltaire. A curiosidade é que o presidente recebeu este nome justamente por ser filho de comunistas. As esquerdas latino-americanas só falam que o Equador vive um processo de perseguição política porque o atual presidente não interferiu na Justiça quando as autoridades do país concluíram que seu antecessor Rafael Correa estava envolvido no sequestro de um opositor. O caso é bizarro: O ex-deputado Fernanda Balda foi sequestrado em Bogotá em 2012 em um sequestro que não durou mais que algumas horas. A polícia identificou os autores com base no testemunho de taxistas que presenciaram o rapto do parlamentar. As autoridades colombianas prenderam e julgaram os autores do crime, que por sua vez delataram agentes equatorianos da Secretaria Nacional de Inteligência (Senain). O tal órgão responde diretamente à presidência do Equador. O parlamentar sequestrado se notabilizou por denúncias de corrupção contra o governo Correa. A PGR apurou que houve participação de Rafael Correa no caso, e expediu mandado de prisão contra ele. Como o bolivariano Correa vive na Bélgica (país de sua mulher), não chegou a ser preso. Lenin não impediu que a Justiça expedisse o mandato de prisão contra o antigo mandatário do país (de quem chegou a ser vice), e por isso é acusado de traição por setores da extrema-esquerda latino-americana.

Este é um dos homens que Chico Buarque foi defender no Vaticano. Os outros são nomes como Cristina Kirchner, acusada de formação de quadrilha, lavagem de dinheiro, corrupção passiva, obstrução da justiça por ter acobertado  participação de diplomatas iranianos no atentado da Associação Mutual-Israelense e por receber propina da Odebrecht. Isso sem falar na sua participação no episódio que culminou na morte do promotor Alberto Nisman. Também tem Lula, personagem que dispensa qualquer apresentação.

Não vamos aqui perder mais tempo discorrendo sobre a sujeira que Chico Buarque defende, e de como ele usa sua reputação artística para defender os piores criminosos e ditadores. Diremos apenas que o Papa pode receber a todos por ser uma liderança cristã – que em tese não faz acepção de pessoas. Mas seria de bom tom selecionar melhor os que frequentam seu palácio. Alguns deles são capazes inclusive de defender o fim da própria igreja e a perseguição daqueles que defendem seus valores.

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