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UOL e Catraca Livre por pouco não destroem a vida de uma inocente com uma falsa acusação de assédio



Um funcionário da Rede Globo por pouco não teve sua vida destruída pela irresponsabilidade e delinquência de Justiceiros sociais que atuam no jornalismo mainstream. No último dia 19 circulou nas redes a informação de que a jornalista Fabíola Faria Andrade havia sido vítima de assédio sexual após o jogo entre Corinthians e Vasco. O suposto agressor seria um funcionário da produção que aparece em vídeo atrás da jornalista. Ocorre que o sujeito não havia apalpado Fabíola, mas sim ajustado os fios do microfone da repórter.

O vídeo em questão foi produzido por torcedores anônimos que supostamente se indignaram com o suposto caso de assédio. Em um clima de envenenamento do debate público, é natural que os justiceiros sociais transformem outros indivíduos em zumbis histéricos que se veem no direito de aplicar a própria lei. Mas estes anônimos são bem menos irresponsáveis do que os editores de veículos de imprensa que repercutem estas notícias infundadas. Como noticiou o portal Teleguiado, o caso era falso e os veículos que espalharam o boato por pouco não maculam a honra de um homem que não praticou mal algum. A saber: os dois veículos que noticiaram o falso caso de assédio foram o Catraca Livre e o UOL. Depois que o boato foi desmentido, ambos veículos fingiram que não era com eles. Simplesmente fizeram coro a uma acusação absurda e depois tiraram os seus da reta.

Segundo o Teleguiado, os veículos sequer pediram desculpas pelo ocorrido. No final da matéria é feita uma pergunta fundamental: Acusar um profissional de assédio sexual sem provas cabais é simplesmente injustificável e vergonhoso. É necessário um novo escândalo “Escola Base” para o bom senso voltar a imperar?

O Catraca Livre e o TV Foco noticiaram um caso falso de assédio sexual entre a repórter Fabiola Andrade, da Globo, e um colega de trabalho. A acusação, desmentida pela própria vítima do “crime”, foi baseada em imagens divulgadas nas redes sociais.
A Globo, ciente da gravidade das publicações, reuniu provas e ouviu os profissionais envolvidos no caso, fabricado por twitteiros e repercutido por jornalistas irresponsáveis. Em nota divulgada na tarde da última terça-feira, a empresa concluiu que “diferentes ângulos e imagens com qualidade melhor mostram nitidamente que o auxiliar de câmera está manipulando os cabos do microfone e que não houve qualquer desrespeito, o que já foi reconhecido pela própria repórter em suas redes sociais”.
Informado da acareação, o Catraca Livre correu para jogar a sujeira debaixo do tapete. Sem alterar a URL da publicação, reescreveu o texto, transferindo para “um internauta” a responsabilidade da acusação.A “chinelagem” do Catraca: nova abordagem, mesma URL. Ética? Desculpa, eles só cobram isso dos concorrentes.
Quem acessa a versão antiga do post, disponível em sites que republicam o conteúdo do Catraca Livre, não encontra as palavras polidas da edição recauchutada. Para se ter ideia, o primeiro parágrafo, reproduzido parcialmente no print abaixo, sentenciava a ocorrência do assédio.Print do Google traz a abertura da versão original da notícia do Catraca Livre. Responsabilidade? Cadê?
O TV Foco, mais de seis horas depois da divulgação da acareação liderada pelo Grupo Globo, não inseriu qualquer notificação na postagem original, repassando ao leitor a responsabilidade de navegar e encontrar a informação completa.Acusar um profissional de assédio sexual sem provas cabais é simplesmente injustificável e vergonhoso. É necessário um novo escândalo “Escola Base” para o bom senso voltar a imperar?

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Para quem não se lembra, a imprensa assumiu o protagonismo no caso da Escola Base ao condenar previamente uma família inteira de abuso sexual contra menores. Os jornalistas que cobriram o caso preferiram o espetáculo, deixando em segundo plano o rigor na apuração dos fatos. É importante que a imprensa atue denunciando toda a sorte de crimes, mas isso não é uma missão política e nem o jornalista deve se portar como justiceiro. Quem condena não é a sociedade, e sim a Justiça. Não deixa de ser curioso o que sempre observamos aqui: os mesmos que se proclamam defensores dos direitos humanos são os primeiros a instrumentalizarem qualquer denúncia malfeita para destruírem reputações. E quanto isso acontece, os mesmos não respeitam o devido processo legal e o estado democrático de direito. No caso do funcionário da TV Globo, não houve nenhuma preocupação com estes detalhes. Começaram a apedrejar o homem antes de observarem qualquer outro detalhe. A própria jornalista em um primeiro momento preferiu se comportar como militante. Ela que esteve com o homem preferiu acreditar na versão contada por outros militantes histéricos do que na sua própria percepção: não cabia dar crédito para a acusação uma vez que se ela não percebeu qualquer toque maldoso por parte do homem no ato. Convenhamos: é bem fácil perceber uma passada de mão. Se ela não notou, não deveria simplesmente dar ouvidos para a gritaria das redes sociais.

Aliás, este é um dos grandes males deste século. As redes sociais se converteram em tribunais de exceção onde qualquer um pode ser sumariamente condenado sem direito a defesa. Basta algum Zé das Couves acusar X de praticar qualquer crime para que uma massa se mobilize pedindo sua execução. Recentemente uma atriz de Malhação acusou seu ex-namorado de agressão, o que foi o suficiente para que atrizes como Bruna Linzmeyer e Bruna Marquezine condenassem previamente o rapaz, que ao final acabou inocentado pela justiça após apuração das imagens do circuito interno de TV da casa noturna onde os fatos teriam acontecido. Outro caso foi o da falsa suástica riscada na costela de uma feminista em Porto Alegre. A simples acusação fez com que a turba se mobilizasse na internet. As jornalistas Vera Magalhães e Monica Waldvogel chegaram a exigir que o candidato Jair Bolsonaro se posicionasse, sendo que Vera foi mais além ao atacar um internauta que ousou ser cético quanto a denúncia. Rasgaram o Estado democrático de direito. A condenação agora é prévia e vem logo após a denúncia. Isso se deve a uma combinação de fatores nefastos: o desejo de punir a todos de forma indiscriminada se soma ao desejo de se obter validação moral de seus pares e de ostentar virtudes no debate público. O sujeito que queima a largada “repudiando” denúncias de assédio ou condenando acusados de forma aloprada poderá se justificar depois alegando que sua preocupação é com as vítimas e com a violência e desrespeito aos direitos da mulher ou de qualquer outra minoria supostamente acuada. Se neste meio tempo ele provoca uma grande injustiça como a que foi praticada contra o funcionário da Globo, tá tudo certo: ele só fez um mal absurdo pelo grande desejo em fazer o bem. Em resumo: vale tudo para posar de bondoso progressista que ama a tudo e todos. Vale até destruir vidas.

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