Ads Top


O Aloprado Barroso quer um golpe contra o Legislativo para aprovar o aborto no tapetão



Hoje o ministro do Supremo Tribunal Federal Luiz Roberto Barroso achou por bem constranger as instituições e a própria democracia com sua pestilência: para ele, o aborto é um "direito fundamental" que "independe do legislador e da maioria". Aspas para o ministro:

Estão em jogo direitos fundamentais da mulher e do feto. Resta fazer uma ponderação de qual deve prevalecer. Esse é um papel típico do judiciário. A característica dos direitos fundamentais é que independem de legislador e da aprovação da maioria. A autonomia individual da mulher é um direito fundamental em jogo

Como Barroso é Barroso, a fala degradante não se restringiu a implodir a lógica democrática da separação entre os três poderes em detrimento da tirania judiciária. Ele ainda resolveu fazer considerações panfletárias - usando a toga para proselitismo feminista:

A mulher não é um útero a serviço da sociedade. Se os homens engravidassem, esse problema já teria sido resolvido. O ponto é que a criminalização se tornou uma má política

Queira o ministro Barroso ou não, o fato é que a separação dos três poderes se dá justamente para evitar que determinados setores da sociedade subjuguem por completo os demais. É justamente por isso que cabe ao Legislativo decidir essas questões - já que ele traz consigo a legitimidade do voto popular. Ao judiciário cabe apenas guardar o arcabouço estabelecido pelo Legislativo ao longo dos anos - evitando que eventuais aloprados rasguem as conquistas históricas obtidas pelas últimas gerações. Ao executivo resta apenas o papel de administrar a máquina pública.

continua depois da sociedade


Mas claro, isso não interessa ao ministro aloprado - aquele monstro moral que se utilizou da Operação Lava Jato para jogar na lama o legislativo e avanças com suas pautas criminosas. Aqui ele deixa claro o que pensa do legislativo e da maioria. Como um déspota não esclarecido, o que ele pretende é tratorar a sociedade e implantar a "Barrosocracia" - onde tudo o que é bom, belo e moral é exatamente o que o ministro golpista concorda.

É evidente que Direitos Fundamentais existem e devem ser protegidos a despeito do eventual pensamento das maiorias, mas o sistema de leis e valores que fundamenta um Estado é também expressão de um consenso pré-estabelecido pela sociedade. Dizer que uma sociedade deve ser colocada na coleira e apenas engolir novas definições elaboradas por gente obscura em gabinetes é um dos maiores retrocessos possíveis.

Aliás, a própria ideia do aborto em particular é um atentado contra os Direitos Humanos. Se a vida é o primeiro dos Direitos seguida da liberdade, propriedade e direito a expressão e culto, faz todo o sentido que se protejam os direitos do nascituro. Uma sociedade que relativiza estes direitos e dá a outros o poder de decidir pelo elo mais fraco certamente irá ser tomada pela completa relativização de outros direitos fundamentais. A partir daí é que surgem as interpretações esdrúxulas que vemos no Velho Mundo acerca da liberdade de expressão e culto, com indivíduos sendo punidos porque suas convicções desagradam os progressistas. É a ditadura sem grandes antecipada por Aldous Huxley em Admirável Mundo Novo: uma elite molda o mundo a sua própria imagem e semelhança, jogando fora todo o arcabouço construído ao longo dos séculos que permitiu o avanço de nossa civilização. Se dependesse de Barroso voltaríamos ao agorismo ateniense. Nosso Congresso seria dissolvido e o Executivo seria incorporado pelo Judiciário formando uma casta governante que tomaria todas as decisões sem consultar o resto (que para ele só servem mesmo para pagar seus altos salários e mordomias). Apenas os cidadãos progressistas seriam considerados cidadãos e aptos a participarem da tomada de decisões. O "resto" teria seus títulos revogados e apenas trabalhariam para sustentar a máquina.

Aqui neste blog sempre foi dito que se Gilmar Mendes era errante e por vezes cretino, Barroso era a própria face do mal, do autoritarismo. O que este senhor prega é a anulação da cidadania, da democracia e do Ocidente como o conhecemos. É um verdadeiro inimigo público que milita de dia e de noite contra o regime que permitiu com que ele e sua família prosperassem socialmente. Não há meio termo com um golpista deste naipe. O Brasil deve extirpar estas figuras dantescas que ameaçam a soberania popular. Se nada for feito, o mais provável é que o ministro aloprado faça o mesmo que foi feito pelo porco Napoleão: onde se lê "Todo poder emana do Povo" será alterado para "Todo poder emana dos ilustres togados que governam estas criaturas que não sabem o que é bom ou não para eles". 

Curta o Reacionário no Facebook:


[left-sidebar]

Tecnologia do Blogger.