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Haddad diz que "Brasil corre o risco de crescer no governo liberal de Bolsonaro"


O ex-prefeito de São Paulo Fernando Haddad não para de surpreender. Em Nova Yourk, o ex-ministro de Dilma Rousseff resolveu “prevenir” seus ouvintes. Para o petista, “o Brasil corre o risco de crescer” no governo liberal do presidente eleito Jair Messias Bolsonaro.  
Isso mesmo: o Brasil corre o risco de crescer. 

Disse Haddad: 

“Temos que nos prevenir: ele vai adotar o neoliberalismo radical”, disse, referindo-se a Bolsonaro. “Em primeiro lugar gera um fluxo de caixa muito importante e dá fôlego, com a venda de ativos estatais, o que ocorreu com o primeiro mandato do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso com venda de estatais, o que bancou a sobrevalorização do câmbio por quatro anos”, disse Haddad. “Vamos ter crescimento em 4 anos porque estamos há 4 anos sem crescer e isso vai dar um respiro para o governo.”

Haddad foi a Nova York participar do People’s Forum – evento organizado por grupos de extrema-esquerda que discutem pautas como “luta contra o imperialismo”, “resistência contra o fascismo” e “justiça urbana”. Quem organiza o evento é um think thank com o mesmo nome que se descreve da seguinte forma: “Somos uma incubadora de movimentos para comunidades de classe trabalhadora e marginalizadas para construir unidade em todas as linhas de divisão históricas nos Estados Unidos e no exterior. Somos um espaço educacional e cultural acessível que nutre a próxima geração de visionários e organizadores que acreditam que, através da ação coletiva, um novo mundo é possível.”

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Se levarmos em consideração a trajetória política de Haddad e o evento em que ele fez estas afirmações sobre a grande possibilidade de sucesso de um governo Bolsonaro, então é bom perguntar: por que diabos Haddad é contra? 


Simples: quando estes esquerdistas defendem o gigantismo estatal, eles estão na verdade defendendo o próprio capital político. É que é fácil dizer que defendem “o patrimônio público”, que no final das contas sempre será administrado por indivíduos escolhidos por político. Como é tradição nas esquerdas, logo eles estabelecem meios alternativos de controle privado daquilo que é público: seja por meio do sindicalismo, seja por meio do aparelhamento político. De uma forma ou de outra, sempre utilizam a máquina pública em benefício próprio. 

Eles sabem, mais do que ninguém, que mesmo as empresas públicas, secretarias, ministérios e autarquias devem ser geridos de forma séria e responsável. Daí a pergunta: se eles sabem que este é o caminho, porque sempre são contra as privatizações, a governança privada e o performance Bond? É que eles não querem perder o que consideram ser seu espaço vital. 

Notem que Haddad fez campanha negando a necessidade de reformas ou privatizações, acusando seu adversários de defender estas pautas por conveniência e entreguismo. Bolsonaro foi acusado de ser inimigo dos trabalhadores, de querer vender o patrimônio dos brasileiros a capitalistas estrangeiros e de lutar contra a Justiça social. Em determinado momento chegou a ser acusado de representar os interesses do mercado financeiro. Como é possível que o mesmo Haddad que defende a Venezuela diga que “o Brasil corre o risco de crescer com o governo liberal de Bolsonaro?” 

É simples: aquilo que foi feito na Venezuela, em Cuba ou Coreia do Norte não é um erro de governos bem intencionados, mas sim algo feito de propósito para transformar cidadãos em escravos. Uma vez que o país afunde na crise econômica o governo irá dizer que a culpa é da oposição, exatamente como Dilma Rousseff fez entre 2014 e 2015 ao dizer que a culpa da crise era da oposição que não reconhecia o resultado das urnas. O passo seguinte é tentar jogar o país ainda mais para a esquerda, acusando o capitalismo de ser o responsável pela crise – exatamente como foi feito na Venezuela. Ao fim e ao cabo, todas as desgraças que acontecem são creditadas na conta dos adversários e inimigos externos. O governante socialista então dirá que a única solução é o poder total ao partido que irá enfrentar os imperialistas burgueses. Parece bizarro, mas é exatamente o que uma organização criminosa dirigida por um psicopata como Lula. 
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