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A Folha concluiu que a Folha foi neutra com Bolsonaro e Haddad. Mas quem é que vai acreditar em algo publicado pela Folha?



As redes se incendiaram com uma matéria explosiva do jornal Folha de São Paulo que apurou que o jornal Folha de São Paulo foi majoritariamente neutro com relação aos candidatos a presidência da República Fernando Haddad (PT) e Jair Bolsonaro (PSL). 

Sim, a piada era essa. 

Depois de tantos anos de desinformação, mentiras, manipulação e difamação, a Folha de São Paulo resolveu protagonizar mais um vexame para sua vasta coleção. Ao invés de corrigirem seu editorial e tentarem recuperar a reputação do veículo (pode parecer estranho, mas houve um tempo em que a FSP era respeitada), os jornas decidiram partir para o tudo ou nada. Leia este trecho:

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O pior é que os gráficos apresentados pelo jornal sugerem o contrário: o fato da Folha ser mais neutra com Haddad do que com Bolsonaro indica que houve disposição em ser negativa com o candidato da Direita. Além disso há o fato de que Haddad ganha em menções positivas e neutras por parte do colunismo, o que indica que Bolsonaro se saiu mais queimado na cobertura e nas análises do jornal do que seu concorrente. Os gráficos podem ser lidos na matéria da Folha.  

A manobra da Folha em justificar sua posição simulando neutralidade saiu pior do que a própria matéria da jornalista Patrícia Campos Mello acusando Bolsonaro de caixa 2 pago por empresários para impulsionar mensagens no whatsapp. Naquela ocasião o jornal tentou provar suas acusações apresentando uma nota de um orçamento de serviço ofertado por uma das empresas mencionadas a campanha do candidato Geraldo Alckmin (PSDB) - que recusou o serviço. A época foi dito que o documento "provava a oferta do serviço". É o mesmo que dizer que acusar alguém de ser usuário de drogas alegando que terceiros a utilizam. 

A Folha tenta se limpar, mas o faz com panos sujos e lama. Fica claro que estes sociopatas se vêem tão acima do brasileiro médio que até uma farsa dessas pode passar incolume. Dia desses foi a notícia de que havia uma "campanha de assinaturas espontâneas" de brasileiros solidários com o jornal após os ataques feitos por Bolsonaro. Detalhe: até o momento o único brasileiro que anunciou que renovaria a assinatura do jornal em defesa do Estado democrático de direito foi o ínclito varão de Plutarco Eduardo Paes (aquele que não gosta muito de Maricá). 

A Folha dificilmente escapa do buraco em que se meteu. Com tantas críticas possíveis a Bolsonaro baseadas em fraquezas do político (que como qualquer homem possuí suas fraquezas), o jornal optou de forma clara pela mentira. A Folha poderia muito bem ter apoiado Fernando Haddad em seu editorial sem prejuízo a seu papel de veículo de imprensa - é assim que a mídia se posiciona nas grandes democracias, com transparência e respeito ao debate público. No entanto o jornal preferiu o cinismo, declarando isenção enquanto fazia panfletagem contra seu adversário político. E esta infâmia certamente custará muito caro ao jornal.


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