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São Paulo permanece imune ao petismo em todas as suas variantes


Felizmente Márcio França foi derrotado. O socialista que ocupará o Palácio dos Bandeirantes até o dia 31 de janeiro foi derrotado por João Doria Jr por uma margem mínima de 51,75% contra 48,25%. É a vantagem mais curta da história, mas o suficiente numérico para proteger o Estado mais importante da federação pelos próximos quatro anos. 

O caso aqui é que o PSDB não venceu por seu prestígio, ao contrário. Figuras tradicionais do partido simplesmente abandonaram a campanha de João Doria por ressentimento, vingança e canalhice. Prefeitos como Paulo Alexandre Barbosa foram oportunistas: imaginaram que se juntando a França teriam supostas vantagens. Nomes como Anderson Pomini talvez tenham cogitado a possibilidade de cavar algum espaço no novo governo. Fernando Henrique Cardoso e Alberto Goldman não perdoam Doria até hoje pelo rompimento com a versão soft de socialismo que eles chamam de "socialdemocracia". Já Geraldo Alckmin esperava maior solidariedade do governador eleito com sua fracassada campanha. Só para lembrar, Alckmin escolheu de maneira consciente apostar em uma suposta "convergência de centro" unindo tendências da esquerda e da direita. No PSDB se ancorou sobretudo em setores como "Esquerda Pra Valer" e na medíocre Juventude Tucana. Seu grupo chegou a plantar notícias contra Doria na imprensa, como a polêmica da farinata (enquanto Doria se explicava, Alckmin fazia propaganda do Bom Prato como o melhor programa contra a fome). 

Sendo assim, quem venceu não foi o PSDB. Foi João Doria, e justamente por ser uma esperança de garantia de continuidade das boas práticas adotadas pelo partido a frente do governo estadual. É impossível não reconhecer que em São Paulo não houve aparelhamento da máquina pública, sempre tocada por técnicos. A tradição implantada por Franco Montoro e Mário Covas nos garantiu uma tradição de gestão pública eficiente. Sim, estes eram socialdemocratas. Mas nem de longe lembravam os frouxos que hoje se identificam como tal. Ao mesmo tempo em que se tornaram conhecidos pela gestão pública eficiente, conseguiram defender a democracia e se opor ao radicalismo das esquerdas. 

Isso se perdeu, é claro. O PSDB foi o partido mais atingido pelo cataclismo político que atingiu o país, conseguiu se sair mais chamuscado que o PT. Mas as boas obras não devem ser descartadas de forma tão irresponsável - ainda mais quando era sabido que a alternativa trazia consigo o comunista Aldo Rebelo, o apoio do PT, PSOL, PCdoB, MST, MTST, Levante Popular da Juventude e afins. 

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Márcio França talvez nem seja socialista de fato, sua trajetória demonstra mais ser um fisiologista disposto a qualquer jogo. Mas isso não importa quando se trata de alguém que traria o petismo para dentro do Palácio dos Bandeirantes. Segundo declarações recentes da jornalista Andrea Sadi na Globo News, a equipe de Haddad havia garantido que França daria um exílio para o petista em alguma secretaria. Imaginem a ofensa: São Paulo derrota o PT e depois o instala no governo do estado. 

Seria uma tragédia de grandes proporções. Não só pelo estilo de França, acostumado a lotear a máquina pública sem escrúpulos enquanto distribui cargos com altos salários para seus familiares e dinheiro público para ONGs amigas. Seria terrível para a história. Imaginem a narrativa petista hoje: "Depois de vinte quatro anos, São Paulo vira a esquerda". Imaginem o Brasil 247 e outros do mesmo naipe noticiando que "São Paulo rejeitou o fascismo". O inconcebível vai além da mera narrativa: teríamos rifado justamente a receita que garantiu estabilidade e pujança econômica ao Estado. 

Felizmente venceu a sensatez. Doria tem inúmeros defeitos, e certamente só conseguiu a pior vitória do PSDB no estado por ser ambicioso. Não agradou ninguém na prefeitura apesar de sua gestão eficiente no curto tempo em que esteve a frente do cargo. Prometeu cumprir o mandato de quatro anos apenas para fazer graça com a esquerda soft do Catraca Livre de Gilberto Dimenstein. Se acostumou a explorar mais o marketing que a governança de facto. E não governará com tranquilidade, agora que enfrentará não só a oposição petista como a desconfiança e até ojeriza da numerosa bancada do PSL na Assembléia Legislativa. Paciência. Ele fez sua cama e merece se deitar nela. Mas o fato é que a monstruosidade dos socialistas é tamanha que fazem até João Doria ser a melhor opção possível. 

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