Ads Top


Que ironia: o MBL tirou fotos com Cunha, mas quem recebeu grana dele foi Haddad



Notícia muito interessante da IstoÉ relata que o agora candidato a presidência Fernando Haddad participou de esquema criminoso que envolvia o ex-deputado Eduardo Cunha enquanto esteve a frente da prefeitura de São Paulo. Leia os trechos abaixo.

O triângulo da propina que envolve HaddadO candidato do PT poderia ter renegociado a dívida de São Paulo com Dilma Rousseff, mas, segundo o Ministério Público, ele preferiu participar de uma negociata envolvendo Eduardo Cunha e Leo Pinheiro, da OAS
Explosivo, não? O esquema era de fato muito sofisticado, como podemos ler adiante.

O ano era 2013. O município de São Paulo, na época comandado pelo hoje candidato à Presidência pelo PT, Fernando Haddad, tinha uma dívida junto ao governo federal de R$ 53,2 bilhões – 13% de sua receita líquida ia para pagar dívidas com a União, que, na época, era também comandada pelo PT, da então presidente Dilma Rousseff. A solução óbvia era renegociar a dívida com seu principal credor, o governo federal. Entretanto, o caminho utilizado por Fernando Haddad foi uma parceria com o então deputado federal Eduardo Cunha (MDB-RJ), hoje detido em Curitiba, e o empreiteiro Leo Pinheiro, ex-presidente da OAS, também preso. É o que indicam investigações da Polícia Federal (PF) e do Ministério Público Federal (MPF) obtidas pela reportagem de ISTOÉ. Para o MPF, a triangulação revelaria a confluência de interesses entre o então prefeito petista, o então deputado corrupto e o empreiteiro corruptor, sempre girando em torno do pagamento de propinas.
Àquela altura, Haddad estava pressionado com os diversos protestos populares fruto dos aumentos nas passagens de ônibus. Precisando de uma solução que lhe garantisse mais recursos, o petista atuou ao lado de Cunha para a aprovação da matéria. Ao mesmo tempo, de acordo com a investigação, integrantes do seu governo tiveram encontros com membros da OAS durante a tramitação do Projeto de Lei. Emails em poder da PF, demonstram constante troca de mensagens entre Cunha, Leo Pinheiro e Haddad sobre o andamento do projeto. O Ministério Público Federal acredita que Cunha recebeu propina da OAS para favorecer Haddad.
As informações que ligam Haddad, Pinheiro e Cunha constam do inquérito da Operação Manus, que investigou superfaturamento na construção do estádio Arena das Dunas, em Natal (RN), caso que levou à prisão o ex-deputado Henrique Eduardo Alves (RN). Além do caso específico do estádio potiguar, o inquérito concentrou outros indícios da relação de Cunha com a OAS. As peças juntadas no inquérito ligam os interesses dos três envolvidos na triangulação. Em 2012, durante a campanha eleitoral, Haddad recebeu doações da ordem de R$ 850 mil da empresa de Léo Pinheiro. À época, a OAS mantinha seis contratos com a prefeitura paulistana, e as dificuldades de recursos da administração municipal, na avaliação do MP, certamente refletiriam na possibilidade de tais contratos serem honrados. Somados, os contratos tinham valor global de R$ 1,4 bilhão. No relatório da Operação Manus, o MPF é explícito: Cunha “atuou em favor dos interesses da OAS relacionados à rolagem da dívida pública do Município de São Paulo, na gestão do prefeito Haddad”. Pela denúncia, Cunha trocou mensagens entre junho e outubro de 2013 com “Léo Pinheiro” justamente falando sobre essa matéria.

A IstoÉ teve não teve acesso apenas ao teor das investigações, mas também a documentos que contextualizam o esquema criminoso envolvendo Haddad, Cunha e Leo Pinheiro.




O que é irônico em toda esta história é que desde que o MBL protocolou o impeachment que o movimento é midiaticamente associado a Eduardo Cunha. Isso se dá não só por parte dos militantes de esquerda, mas também por parte daqueles militantes travestidos de jornalistas que utilizam o registro para reforçar uma suposta ação golpista entre o deputado cassado e o movimento. O que é curioso é que a foto foi tirada com Cunha, mas quem recebeu grana foi Haddad.

É evidente que esta versão nunca convenceu ninguém, apesar de ser diariamente reforçada pelas esquerdas há mais de dois anos. Tanto que Kim Kataguiri recebeu mais de quatrocentos mil votos nas eleições deste ano, sendo o quarto mais bem votado do país para deputado federal e o mais votado do Democratas em todo o país. A questão que se coloca agora é: os valentes que se indignaram com a foto com Cunha irão se revoltar com quem participou de esquema criminoso com o dito cujo?

Provavelmente não, já que para eles o crime é método.


Tecnologia do Blogger.