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Pai do projeto de censura das redes e do Whats, Ortellado pediu votos para deputado petista defensor de Black Blocs


O fato de tipos como Pablo Ortellado demandarem censuras e regulamentações rígidas nas redes sociais e aplicativos tem um motivo muito razoável para quem defende planos criminosos de poder: se a informação circula livremente, as pretensões nefastas dessa gente correm o risco de serem inviabilizadas.

Aqui temos uma prova disso:

Ortellado mais cedo incendiou o Twitter com a tag #CensuraPetista. O aspirante a Pavel Lebedev-Polianskii resolveu montar a própria frente ampla e irrestrita de censura, começando pelo Facebook e se estendendo para o Whatsapp. Segundo ele o problema são as fake news. Será?

Vejam só este vídeo institucional estrelado pelo ínclito Ortellado.




Sim, é um pedido de voto em um deputado estadual petista - mais especificamente Adriano Diogo. Petista histórico, Diogo milita no partido desde seus primórdios. Foi vereador em São Paulo por quatro mandatos e deputado estadual por três seguidos. Em 2014 Diogo tentou se eleger federal mas não conseguiu, e foi exatamente pelo motivo que lhe rendeu o apoio de Ortellado: Diogo defendeu os black blocs e pagou o preço nas urnas.

O candidato de Ortellado conseguiu 77.924 votos em sua eleição para deputado estadual em 2010. Ao se tornar protagonista na defesa dos black blocs, Diogo esperava que fosse se projetar no cenário político como figura de relevância nacional. Foi por isso que o petista se candidatou a deputado federal. O que aconteceu? Perdeu feio. Ganhou apenas 54.904 votos e declarou a imprensa que iria se retirar da vida pública. Como petista não tem palavra, Diogo fez a linha "Haddad" e voltou a concorrer a estadual em 2018 em dobradinha com a vereadora Juliana Cardoso - aquela que em 2017 tentou agredir Fernando Holiday no plenário da Câmara Municipal de São Paulo. Ambos sofreram uma fragorosa derrota: ela conseguiu 54.746 votos. Ele apenas 36.605.

Quando Ortellado escreveu no New York Times que os executivos do Whatsapp deveriam adotar uma série de mecanismos para diminuir o poder de alcance do aplicativo, que segundo o acadêmico estaria "envenenando as eleições brasileiras" com notícias falsas.

Qualquer um sabe que notícias falsas existem desde que o mundo é mundo. E que censura não é a resposta. Também se sabe que os únicos problemas que tivemos no processo eleitoral deste ano se deram por conta das esquerdas, como no caso da tentativa de assassinato de Jair Bolsonaro por um comunista ex-militante do PSOL.

O problema com Ortellado é este: ele vê que seus oponentes políticos estão vencendo as eleições enquanto os seus candidatos (incluindo Fernando Haddad) estão perdendo feio. É natural que ele queira reescrever a história a ponto de afirmar que apenas estas eleições são assoladas por notícias falsas e que isso é o determinante para a escolha do voto. Ortellado não consegue vencer nas urnas, por isso tenta amordaçar o debate público. No entanto o que soa mais incongruente nesta história toda é ver que o tal pesquisador se preocupa mais com o aposentado compartilhando notícias no Whatsapp do que com uma massa desgovernada destruindo a cidade e ameaçando a integridade física de milhares de cidadãos.

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