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Nenhum agência de checagem desmentiu a fake news de Haddad sobre Mourão ser torturador do regime militar


Um fato curioso sobre o episódio da falsa acusação de que o General Hamilton Mourão tenha praticado torturas durante o regime militar deixou o que é essencial invisível aos olhos: como é que a notícia foi desmentida?

Uma breve consulta nos portais da Agência Pública, Aos Fatos, Truco e tantas outras que gravitam em torno da esgotosfera petista mostra que não houve qualquer menção ao fato. Não houve checagem, não houve investigação, não houve nada. Sequer houve menção.

Isto não indica que tenham cometido um "erro", já que se houvessem errado iriam ao menos publicar algo neste sentido. O que houve foi só o silêncio. Silêncio que diz muito sobre estes senhores.

Não é necessário possuir um bot como o da Agência Lupa, nem robôs como os do Catraca Livre. A própria internet nos oferece ferramentas para checagem. Tanto que foi a internet que apurou o fato.

É necessário ser jornalista profissional para atuar com informação? Não. É preciso regulamentar o jornalismo para combater fake news? Menos ainda. O que importa é o mínimo de perícia e honestidade intelectual.

E qualquer um pode fazer isso. Tanto os presunçosos jornalistas quanto qualquer cidadão comum que abra o próprio blog.

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Este episódio mostra que o problema das fake news depende mais da conveniência da grande mídia do que de ações de censura contra cidadãos comuns menos influentes com o status quo.

O fato é que as agências de checagem que surgiram no vácuo deixado pelo fim do financiamento público a blogs sujos veio no sentido de desacreditar os veículos independentes (majoritariamente ligados a Direita). O objetivo dessa turma nunca foi a lisura das informações que circulam no debate público, mas sim a garantia de que apenas os seus camaradas do crime teriam voz.

Isso interessou também os grandes veículos - que mesmo com tanto investimento e com extensas folhas salarias, tiveram que se colocar em uma competição pesada para concorrerem com indivíduos que produzem conteúdo com recursos tão precários quanto um celular e um notebook de uso pessoal.

O episódio de Mourão é um divisor de águas, e veio justamente no momento em que Fernando Haddad parecia próximo de emplacar a narrativa de que a derrota do Partido dos Trabalhadores se deu pela ação de fake news fabricadas pelo adversário e não pelo sentimento geral de repulsa ao partido.

Péssimo para eles, pior para o Brasil.



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