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Haddad é o primeiro cristão que ganha uma Bíblia e a joga no lixo


Com poucos problemas para administrar, o petista Fernando Haddad resolveu se meter em mais uma grande polêmica. Uma bíblia que foi dada de presente ao presidenciável laranja de Lula em ato de campanha no Ceará foi encontrada dentro de uma lixeira em Fortaleza.

Vamos por partes:

Quem levantou a polêmica foi o deputado estadual eleito André Fernandes, do PSL. Ele diz que o livro sagrado foi encontrado dentro de uma lixeira. Veja o vídeo.



Bom, Haddad respondeu acusando o deputado eleito de ser um "deputado de Bolsonaro", e que o caso é mais uma fake news. Segundo o petista, o objeto foi furtado junto com o celular de um assessor.



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Vejam só: Haddad diz claramente que o objeto foi furtado. O petista diz que entregou a Bíblia para sua esposa Estela, mas que o objeto foi roubado e que André Fernandes mente sobre ela ter sido jogada no chão.

Se tomarmos a fala de Haddad por verdade, temos que concluir que a equipe de segurança do presidenciável é pior que a defesa do Corinthians. O petista insinua que um deputado estadual eleito tenha se infiltrado em meio ao seu séquito para furtar o objeto e constrangê-lo depois. Mas como? André Fernandes é um sujeito conhecido no Ceará justamente por ser um notório apoiador de Bolsonaro, dificilmente ele conseguiria se infiltrar ali. A menos que tenha contado com ajuda de alguém, a logística do golpe parece complicada. Menos plausível ainda é a tese de que o objeto tenha sido furtado para prejudicar o petista. Ninguém sabia que o tal Ereneu iria presentear Haddad com uma Bíblia, o que torna inverossímil a afirmação de que o objeto não foi descartado por quem não se importa com o simbolismo dos textos sagrados e menos ainda com seus eleitores.

Haddad faz afirmações graves ao culpar o PSL e Bolsonaro pelo fato, já que indica uma possível armação por parte de seus adversários. Mas não há qualquer prova disso. Eu Eric Balbinus conheço por alto o tal André Fernandes, sei que se trata de um militante controverso - mas não me parece o tipo de pessoa que faria uma armação desta monta. Outro ponto mais importante do que o que este blogueiro acha ou não é o fato de que é impossível dar mais créditos a Haddad (um marxista corrupto que faz as vezes de laranja de um criminoso em plena corrida presidencial) do que um deputado estadual eleito que a sua maneira tenta defender posições da Direita conservadora.

Não, não há paralelo entre as duas coisas. É bom lembrar que esta polêmica só ganhou corpo devido aos esforços sobre-humanos da campanha de Haddad e sua vice Manuela em se humanizarem para os eleitores. Isso não ficou apenas na mudança das cores, no apagamento de Lula e em elogios forçados ao juiz Sérgio Moro. A campanha também fez Haddad e Manuela irem em uma missa, além de declarações do ex-prefeito de São Paulo sobre seu avô ser um religioso (Cury Habib Haddad era padre da Igreja Ortodoxa Grega da Antioquia) - reforçando que seria um homem melhor que Bolsonaro por ser neto de um sacerdote cristão. 

Bom, foi Haddad que quis se fantasiar de cristão para enganar eleitores. É por isso que esta polêmica tomou tanto corpo. Aliás, é um profundo desrespeito não só com os cristãos - mas com os próprios eleitores. Quer dizer que o sujeito é presenteado por um simpatizante leal (fato comprovado pela emoção que tomou conta do rapaz) e é vilipendiado desta forma? Haddad não só brincou com a fé e lealdade de seus simpatizantes, como ofendeu os cristãos e acusou seus adversários políticos de armarem o episódio contra ele. Simplesmente asqueroso.

De minha parte, desejo que o episódio traumático sirva de exemplo para o tal Ereneu e para todos os cristãos que ainda insistem em apoiar este cretino. Boa parte não são militantes radicais ou tonton macoutes bolivarianos, mas sim pessoas honestas e bem intencionadas que creem estar do lado correto.  A lição que fica é de que não há compatibilidade entre socialismo e cristianismo. Está escrito na Segunda Epístola aos Corintios, no capítulo 6 versículo 14:

Não vos ponhais em jugo desigual com os incrédulos; porquanto que sociedade pode haver entre a justiça e a iniqüidade? Ou que comunhão, da luz com as trevas?

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