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Ciente da derrota, PT aposta na estratégia Hillary para deslegitimar Bolsonaro


Ao contrário do que a péssima campanha possa sugerir, o fato é que o núcleo duro do petismo já assimilou a derrota para Jair Bolsonaro no seguindo turno. Tanto que o ex-ministro Franklin Martins tramou de dentro da cadeia um meio de melar a vitória de Jair Bolsonaro - justamente o factoide lançado pela petista Patrícia Campos Mello na Folha de São Paulo.

A tentativa é mais do que clara: ao invés de perder uma eleição deixando para a história um caso de partido banido da vida pública pelas urnas, o petismo resolveu escrever a história emplacando a narrativa de que a direita só venceu as eleições graças a notícias falsas espalhadas pelo Whatsapp.

O embuste é sofisticado e conta com o apoio de setores da imprensa que trabalham em conluio com os extremistas da campanha de Fernando Haddad. Junto com eles há uma centena de juristas, militantes, blogueiros, artistas e tantas outras figuras públicas dispostas a emprestarem suas biografias para um golpe.

Evidente que este exército da podridão não aposta necessariamente em uma imediata anulação do pleito ou cassação do provável futuro presidente, mas contam que um certo desgaste irá se abater sobre Bolsonaro por conta dessas falsas acusações. A pretensão é trabalhar para que o provável futuro presidente há chegue ao poder sobre suspeitas de fraude.

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Isso já foi feito nos Estados Unidos, quando o Partido Democrata e sua candidata Hillary Clinton passaram a patrocinar vários factoides contra Donald Trump. O plano incluía desde jornalistas alinhados até agentes dentro do FBI trabalhando contra o presidente eleito. Aquilo começou com suspeitas de fake news no Facebook e Twitter até acusações de uma intrincada e pouco esclarecida colaboração com os russos.

Desde que Trump foi eleito até hoje, ninguém conseguiu provar qualquer ligação do entorno de Trump com o Kremlin. A suspeição só serviu para gerar instabilidade e causar uma inédita trepidação institucional em Washington. Felizmente os Estados Unidos possuem sólidas instituições que evitam um total derretimento do Estado. E no Brasil, quais seriam as consequências?

Bom, aqui não temos instituições sólidas. E para completar estamos atravessando a maior crise política e econômica de nossa história. O PT tenta sacudir o debate público para colocar em dúvida a democracia. A intenção é aloprada, típica de kamikazes. Se por acaso se estabelecer o tão sonhado regime de exceção, são grandes as chances do petismo estar fora dele. Daí não adianta chorar pelo leite derramado.
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