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Cid fez o PT admitir que é uma organização criminosa e que se orgulha disso


Ontem o inesperado aconteceu: chamado para compor a frente pró-Fernando Haddad, o senador eleito pelo Ceará Cid Gomes ajudou a jogar mais uma pá de cal no projeto do Partido dos Trabalhadores com sua fala destemperada que deixou em polvorosa o campo antidemocrático das esquerdas.

Cid Gomes conseguiu fazer em dois minutos o que a Direita não conseguiu fazer em dois anos, que é fazer o Partido dos Trabalhadores fazer qualquer autocrítica. E qual o motivo de não fazer uma autocrítica? Simples: o PT não cometeu erros, o PT praticou crimes contra o Estado. Ninguém opera o maior esquema de corrupção da história do Ocidente "sem querer". Tudo o que foi feito pelo PT foi planejado nos mínimos detalhes, e sua concretização foi fruto do trabalho de anos.

Seria diferente se o PT possuísse um ou dois parlamentares envolvidos em corrupção. O que houve foi um direcionamento do partido para o crime, tanto que hoje a organização é dirigida de dentro do presídio pelo ex-presidente Lula da mesma forma que o Primeiro Comando da Capital é dirigido por Marcola.

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Evidente que não podemos tomar a pantomima de Cid Gomes como uma genuína preocupação com a democracia. Afinal de contas foi ele e seu irmão Ciro que historicamente apoiaram o petismo mesmo cientes de todas as denúncias e crimes ali praticados. Só que agora se deram conta de duas coisas: o petismo é um cadáver insepulto que cheira mal e constrange os esquerdistas que não fazem parte da "famiglia", portanto é melhor se desvencilhar dele. E que Lula (que é o candidato de facto) merecia uma dura punição após ter apunhalado Ciro ao cooptar o PSB apenas para atrapalhar os planos do coronel pedetista.

A cena grotesca que causou tantos debates nas redes sociais só mostra a conclusão de um processo lento e doloroso. As esquerdas agora não se pautam pela unidade em torno do lulismo, que apesar de hegemônico agora se vê ameaçado pelos leões mais jovens que desejam tomar para si a liderança. O que Cid Gomes fez ali não foi pedir que o PT refletisse sobre algo que tanto ele quanto Lula jamais se importaram, mas sim uma tentativa de dar um tiro de misericórdia para disputar o espólio das esquerdas.

O momento agora é de redefinição no establishment político. As esquerdas irão começar uma guerra fratricida que determinará quem será o novo líder da facção. As direitas se consolidam como governo, enquanto os antigos outsiders terão o desafio de aplicar suas teses na administração pública enquanto se defendem dos famintos abutres destronados que desejam voltar ao poder.

De nossa parte, o trabalho será duro. Mas isso não diz que devemos nos furtar a pausar os trabalhos para rir do derretimento do status quo implantado pelo criminoso Luis Inácio. 


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