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A delação de Palocci pode ter um efeito de bomba atômica no petismo?


O juiz federal Sérgio Moro levantou o sigilo da delação de Antonio Palocci. Como era esperado, descobrimos que o desenvolvimentismo e nacionalismo dos governos petistas não passava de fachada para operações criminosas que favoreciam apenas o Partido dos Trabalhadores e as empreiteiras amigas. 

Descobrimos também que o partido torrou R$ 1,4 bilhão nas duas eleições de Dilma Rousseff (R$ 600 milhões em 2010 e R$ 800 milhões em 2014). Uma ousadia sem precedentes, já que o pleito que reelegeu Dilma se deu em meio ao início das investigações da Operação Lava Jato. 

Também foi detalhado como Lula simulava indignação com os casos de corrupção arquitetados por ele quando estes eram revelados pela imprensa. Que no fim das contas aquilo nunca foi de fato um partido, mas sim uma organização criminosa com pretensões totalitárias. 

Verdade seja dita, a delação não surpreende tanto - ela apenas dá sequência ao que já havia sido revelado antes por João Santana, Marcelo Odebrecht, Pedro Barusco e outras figuras que ficaram famosas neste caso. Também é verdade que o eleitor petista fiel não possuí a mesma régua moral que a nossa: ele nunca utilizará critérios de ética e lisura para definir seu voto para presidente. 

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Não dá para cravar que estas informações irão incentivar o voto em Jair Bolsonaro ou qualquer outro adversário do petismo. Fernando Haddad provavelmente não perderá votos com isso, o que é interessante é saber o quanto de votos ele ainda ganhará depois desta revelação. AS revelações podem ser a bomba atômica do petismo, mas apenas se a sociedade ainda possuir o mínimo de dignidade.

Em democracias um pouco mais saudáveis, essas revelações seriam suficientes para liquidar a candidatura Haddad ainda no primeiro turno. Na França o candidato conservador François Fillon perdeu a liderança apenas por ter empregado a própria esposa em seu gabinete. Detalhe: não há lei de nepotismo na França. Para quem não se lembra, isso acabou levando a extremista Marine Le Pen para o segundo turno com o esquerdista Emanuel Macron. O resto é história. 

O que deve ser perguntado agora é: até onde vai nossa capacidade de nos indignarmos com estas práticas? O petismo não praticou a velha corrupção até então conhecida, cujo objetivo é simplesmente obter dividendos financeiros. Tipos como Maluf, Cunha, Pitta e outros podem ser comparados aos que exercem o ofício de "vapor" do tráfico. São criminosos menores. O que o petismo pretendia era corromper a democracia. Isso é muito mais assombroso do que tudo o que sabíamos até então. As eleições deste domingo consolidam de vez seu caráter plebiscitário, agora com uma conotação moral para a sociedade brasileira: seguiremos a passos largos o bolivarianismo ou iremos nos comportar como uma democracia combalida tentando se reencontrar?

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