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A batida da PF nos comitês ilegais da campanha de Haddad em universidades federais é a garantia da democracia e pluralidade


Ontem a tarde a Polícia Federal ordenou uma ação coordenada em dezessete universidades em todo o Brasil, onde foram aprendidos materiais de campanha da chapa de Fernando Haddad (PT). “(A ação foi para) proibir o uso do espaço público, que é a universidade, a lei proíbe, para fazer politica partidária", alegou Horácio Ferreira de Melo Júnior, juiz da 17ª zona eleitoral da Paraíba ao justificar a ação de agentes da PF e fiscais do Tribunal Regional Eleitoral na Universidade Estadual da Paraíba em Campina Grande. 

Independente do choro de militantes de esquerda e dos "isentões" que hoje clamam pela continuidade do petismo, o fato é que a ação da Justiça Eleitoral foi precisa e necessária - já que é tradição das esquerdas aparelharem a máquina pública como meio de realização de seus planos criminosos de poder. 

Os que criticam este tipo de ação não explicam alguns pontos fundamentais. Alegam que a universidade é espaço de debate de ideias, o que é completamente correto e razoável. Mas como os partidários de Jair Bolsonaro são tratados em universidades? Normalmente na porrada. Recentemente tivemos agressões contra dois professores na Paraíba e no Pernambuco apenas por serem apoiadores de Bolsonaro. Na Universidade Federal de Pernambuco o professor Rodrigo Jungmann é constantemente hostilizado pelos milicianos. Em uma exibição do documentário "O Jardim das Aflições" no campus, houve até pancadaria e ameaças de morte. Até o filme "Bonifácio" causou episódios de violência. Como é possível dizer que universidades são espaços de debate público quando apenas um lado pode se expressar?

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Ah, não adianta rebater alegando que "são casos isolados". Esta é a regra. E nenhuma universidade brasileira nunca puniu os criminosos que agridem alunos e professores de direita em suas dependências. 

Outro ponto: a liberdade de expressão e o fato de universidades serem espaços de debate de idéias não significa que o patrimônio público deva ser cooptado por grupos políticos de qualquer natureza. Os alunos e professores poderiam até organizar atos em prol de seus candidatos desde que fosse uma ação espontânea sem relação direta com partidos e se o mesmo direito fosse garantido a opositores. O que acontece nas universidades brasileiras é o oposto - o PT, PSOL e PCdoB se assenhoraram destas instituições a ponto de instalar ali verdadeiros comitês partidários, vide o caso da célula clandestina que o PSOL montou no Colégio Dom Pedro II. Isso é impensável em um Estado democrático de Direito. 

Fazer militância política aparelhando o que é público é de uma imoralidade monstruosa, de um totalitarismo delirante. É obrigar toda a sociedade a financiar os meios de poder de um partido. É antidemocrático por definição. Este câncer tem que ser combatido, e a Justiça Eleitoral agiu com rapidez combatendo o mal na raiz. O Brasil é um país de todos, não um feudo das esquerdas.


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