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Registro de Adélio Bispo na Câmara nodia de sua prisão revela que o ataque faz parte de uma grande trama contra Bolsonaro





Já tratamos aqui no blog das suspeitas e de tudo o que há de nebuloso no caso do ataque ao deputado federal Jair Bolsonaro durante campanha em Juiz de Fora. O caso que já parecia uma grande armação cinematográfica agora ganha contornos ainda mais complexos: segundo reportado pelo Antagonista, um ofício da Polícia Legislativa constatou a existência de dois registros de entrada de Adélio Bispo de Oliveira na Câmara dos Deputados, no dia 6 de setembro – data do atentado contra o candidato. Veja o documento obtido pelo site:



Isso é gravíssimo. 

Em primeiro lugar, temos uma impossibilidade. Se Adélio fosse mesmo um maluco agindo como lobo solitário, não conseguiria se deslocar de Brasília para Juiz de Fora sem fazer de um jato particular. Isso porque o trajeto de avião dura ao menos quatro horas, já que os vôos entre a capital e a cidade mineira são separados por uma escala em São Paulo ou Campinas para troca de aeronaves. De carro ou ônibus a possibilidade de se visitar a Câmara dos Deputados e chegar em Juiz de Fora por volta das 15hs para atacar Bolsonaro simplesmente não existe. São mais de doze horas de viagem. 

O mais provável no entanto é que o tal registro seja fruto de um erro de registro ou que tenha sido forjado para confundir os investigadores. Afinal de contas, o mesmo ofício relata uma visita feita em 6 de agosto de 2013. Duas possibilidades são levantadas: Adélio só visitou a Câmara em 2013 e o registro de 2018 é falso. A outra é de que ele de fato visitou a Câmara neste ano, mas em uma data diferente da apresentada no ofício - portanto outra fraude. Por conta da gravidade da descoberta, os dados foram colocados em sigilo - ou seja, não saberemos muito sobre a visita ou se eventualmente o agressor de Bolsonaro esteve em algum gabinete. 

A descoberta é estarrecedora pois reforça a ligação de Adélio Bispo com grupos políticos e escancara ainda mais a possibilidade de que ele tenha sido instrumentalizado por alguém para atentar contra a vida de Bolsonaro. Não há que se dizer em golpe publicitário ou coisa do tipo pois o deputado quase perdeu a vida no incidente, com consequências que poderão acompanhá-lo pelo resto da vida. O fato de gente poderosa se articular nos bastidores para bancar uma defesa milionária enquanto fraudam registros do acesso a Câmara dos Deputados indica que Adélio não passou de um cavalo de santo utilizado por gente tão nefasta quanto nebulosa. 


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