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Quer dizer que o presidenciável Ciro pode não se posicionar sobre certos assuntos, mas Ludmilla e Anitta sim


É impressionante o quanto o Brasil imita o pior do que é feito em outros países do Ocidente sem reproduzir práticas corretas já aplicadas por lá. A mais nova onda dos nossos extremistas de esquerda é assediar celebridades que não tenham se posicionado contra o candidato que eles aparentemente mais detestam. Só nesta semana as cantoras Ludmilla e Anitta foram massacradas nas redes sociais pelo "não repúdio a Bolsonaro". Anitta foi acossada pelos justiceiros sociais após não se envolver na campanha infantil conhecida como "#EleNão", fato "agravado" pela cantora ao seguir no Twitter o perfil de uma amiga pessoal que é simpatizante do deputado. Já Ludmilla virou alvo ao negar a notícia de que teria rompido com uma marca de sapatos cujo dono é apoiador do capitão. Ao negar o fato ela foi confrontada: "mas é contra ou não é?" 

Há um precedente muito grave aqui, que é a aplicação de práticas antipolíticas, a imposição do adesismo como único caminho da dignidade. A histeria justiceira dos que se acham humanistas justifica todo tipo de barbárie, que vai desde a difamação e propostas de boicote (uma das poucas ações legítimas) até a negação da humanidade e dos direitos do outro. A partir daí todo o tipo de violência verbal, moral e física se justificam. 

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Como foi dito, isso também foi feito nos Estados Unidos. O casal Gisele Bundchen e Tom Brady sofreram isso na pele por conta da amizade do jogador de futebol americano com Donald Trump, a época. Tom e Gisele não foram apenas cobrados por sua amizade, como foram perseguidos pela imprensa e pelos justiceiros sociais para que declarassem oposição ao candidato. O mesmo foi feito com a cantora Taylor Swift, que conhecida por posições progressistas foi pressionada a se declarar. O resultado disso foi o aumento da indignação com os fascistas de esquerda, o que certamente colaborou com a vitória do republicano. 

Uma pergunta séria deve ser feita: é justo perseguir e difamar quem optou por não se posicionara politicamente? "Acho que isso não é amor". A Folha de São Paulo também fez esta pergunta, mas por outro prisma: "Será que Anitta e Ludmilla tem o direito de não se posicionarem politicamente?" Gostem ou não, foi a jornalista Mônica Waldvogel que deu a melhor resposta:"Tem". Agora fica uma provocação: Ciro Gomes participou de uma sabatina na rádio CBN onde foi questionado sobre a descriminalização do aborto e a adoção de crianças por casais homossexuais. Ciro respondeu solenemente: "Não vou responder". O leitor sabe qual foi a reação das histéricas e histéricos?? O silêncio. Quer dizer que um presidenciável como Ciro pode não se posicionar sobre certos assuntos, mas Ludmilla e Anitta tem essa obrigação.

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