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O incêndio do Museu Nacional foi um crime contra a Pátria, e é assim que deve ser tratado



Desde ontem a mídia foi tomada por desoladoras imagens do Museu Nacional do Rio de Janeiro em ruínas, com sua estrutura física quase que completamente consumida pelas chamas que se abateram na Quinta da Boa Vista no final da tarde de domingo. Perde-se na tragédia boa parte da memória física nacional, incluindo artefatos provenientes das civilizações pré-colombianas, mobiliário do período imperial, obras de arte que remontam desde a Missão Francesa, achados preciosos da história natural e uma série de pesquisas sobre a fauna e flora brasileira. O Museu Nacional não reunia apenas a memória histórica, como também abrigava importantes pesquisas e iniciativas científicas. 

Mas quase tudo virou cinzas. 

Logo que a notícia se espalhou, tudo o que se viu foram militantes de extrema-esquerda tentando capitalizar com o episódio, associando a desgraça com a proposta de responsabilidade fiscal aprovada no bojo da PEC do Teto. Outros disseram que era o resultado tardio do golpe, que teve como supostas consequências o desmonte da educação e da cultura. 

Tudo mentira, claro. O grunhido dos porcos não passava de oportunismo panfletário, aproveitando uma tragédia por eles fomentada para colher mais alguns dividendos políticos. Por óbvio eles não comentaram que são entusiastas do inchaço estatal e da ineficiência dos nossos caros servidores públicos. 

O Museu Nacional é uma instituição histórica vinculada a uma universidade federal que torrou em um ano cerca de R$ 2,5 bilhões em 2018, sendo que boa parte deles (R$ 1,5 bi) era destinada ao pagamento de salários e benefícios. Outros R$ 2.233. foram gastos com combustíveis e lubrificantes para a frota de carros oficiais. Até a telefonia recebia mais recursos que o Museu: R$ 6 milhões. E o Museu? Bom, o museu recebeu apenas R$ 500 mil (sendo que apenas 300 mil foram de fato investidos). Documentos de 2004 já alertavam sobre os riscos de incêndio (afinal de contas, a instituição possuía apenas dois hidrantes). Ainda assim, nada foi feito. Mais cedo o reitor Roberto Leher foi visto declarando para diversos veículos de imprensa que a culpa era do corte de verbas do governo federal. Não mencionou que apenas este ano foram repassados R$ 21 milhões para reparos. Pergunta ao reitor: o que foi feito com este recurso? Lembrando que o tal Leher é militante de extrema-esquerda, sendo fundador e militante do PSOL. Leher ainda responde a processo por improbidade administrativa por ter usado a instituição como palanque político. 

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A tragédia do Museu Nacional é emblemática por desnudar as entranhas do Estado. As supostas políticas públicas para cultura e educação são praticamente nulas, beneficiando apenas alguns grupos políticos ligados a esquerda ou ao mainstream artístico. Enquanto o Museu Nacional recebia parcos recursos da lei Rouanet, artistas de cunho comercial que comprovadamente possuem grandes possibilidades de retorno comercial como Luan Santana e Cláudia Leite recebem montantes fabulosos oriundos da renúncia fiscal. Uma instituição que deveria ser gerida por uma fundação autônoma é subjugada por burocratas ligados a UFRJ, que privilegiaram até uma rádio em detrimento do museu. O fim foi a mutilação da nossa memória, perdida em meio aos escombros da Quinta da Boa Vista. Este incêndio foi criminoso, já que foi motivado por agentes que agiram de forma coordenada contra o Estado. Se em tantos anos de gestão o reitor Roberto Leher não conseguiu gerir os recursos para o Museu enquanto privilegiava salários, benefícios, mordomias e até uma rádio própria em detrimento de algo tão maiúsculo quanto nossa história, então é ele quem deve ser responsabilizado de forma séria - já que as consequências de suas escolhas são incontornáveis. 

Por óbvio que as esquerdas preferem a destruição do passado e a eliminação de qualquer vestígio que sugira algum tipo de continuidade histórica. Afinal de contas, a tradição é a aliança entre os vivos e os mortos. Ou como disse Edmund Burke, "a sociedade é uma comunidade de almas que reúne os mortos, os vivos e os que ainda não nasceram". Por essas e outras que a destruição da memória e o favorecimento de iniciativas como o Queer Museu e o modernismo brutalista só interessam aos membros da seita revolucionária. É por essas que outras que o mais emblemático da tragédia foi a estátua de Dom Pedro II intacta em meio ao caos. Foi o monarca intelectual que trouxe para o Brasil parte considerável dos artefatos guardados na Quinta da Boa Vista, como as múmias e sarcófagos que juntos formavam a maior coleção de múmias egípcias da América Latina. A estátua de Pedro II de costas para as ruínas nos remete ao golpe republicano que interrompeu uma evolução institucional segura para botar no lugar um arremedo de caudilhismo que formou nossa triste e agora moribunda República. Pedro deixou a história provar que nossos insensatos revolucionários jogariam o país no caos.


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