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Ex-motorista de Marighela faz Brasil ser o único país do Grupo de Lima a rejeitar punições a ditadura venezuelana na ONU





Leiam a informação de Jamil Chade no Estadão:

O governo brasileiro não aderiu a um projeto de resolução que o Grupo de Lima entregou nesta segunda-feira, 3, aos membros da ONU para condenar as violações de direitos humanos na Venezuela. O jornal O Estado de S. Paulo apurou que, desde a semana passada, os países latino-americanos do Conselho de Direitos Humanos da ONU iniciaram consultas para usar a nova reunião do órgão, na semana que vem, para pressionar o regime de Nicolas Maduro.
O projeto de resolução condena os abusos do governo e pede que a ONU realize de forma periódica avaliações sobre crimes cometidos pela Venezuela. A resolução, se aprovada, seria uma forma incrementar os ataques internacionais contra o regime, ampliando seu isolamento.
Apesar de o Grupo de Lima estar unido na pressão contra Maduro, os diplomatas latino-americanos foram pegos de surpresa com a decisão do Brasil de não se juntar à iniciativa. A recusa em apoiar o texto também chamou a atenção dos europeus, que acreditavam que o maior país da América Latina teria um peso importante na pressão sobre o chavismo.
O gesto brasileiro foi interpretado como um sinal de que, em plena campanha eleitoral, o governo de Michel Temer teria outras prioridades. Além do Brasil, fazem parte do Grupo de Lima Argentina, Canadá, Chile, Colômbia, Costa Rica, Guatemala, Honduras, México, Panamá, Paraguai e Peru.
Oficialmente, o Itamaraty explicou que o motivo de não aderir ao projeto era outro, mas não esclareceu de forma detalhada quais eram as razões. “O Brasil não é do núcleo duro da resolução e, portanto, não patrocinará a iniciativa, pois está concentrando seus esforços, no momento, no âmbito da Organização dos Estados Americanos (OEA)”, disse a chancelaria brasileira em nota enviada à reportagem.
“Estamos acompanhando com atenção e interesse as tratativas em Genebra para determinar nossa posição”, ponderou. “Esse fato, porém, não significa que o Brasil tenha deixado de ter grande preocupação, já externada, com a situação dos direitos humanos na Venezuela”, garantiu a diplomacia do Brasil.

Isto é absolutamente desprezível. O atual chanceler Aloysio Nunes Ferreira sempre se coloca contra qualquer retaliação ao regime bolivariano comandado por Nicolas Maduro. Seria o caso de perguntar se isso tem algo a ver com o fato do ministro ser ex-piloto de fuga do terrorista Carlos Mariguela. O que há de concreto aqui é que Aloysio não fará falta nenhuma na vida pública quando deixar o posto em 1° de janeiro. Sairá da política para entrar na lata de lio da história.

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