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Senado argentino rejeita o aborto, provocando choro entre os militantes pró-morte


O Senado da Argentina rejeitou o projeto de lei que legalizaria o aborto no país na madrugada de ontem (quinta-feira, 09 de agosto). O resultado final da votação terminou em 38 votos contra, 31 a favor e duas abstenções. O projeto de lei aprovado na votação na Câmara previa a possibilidade de interrupção da gravidez durante as primeiras quatorze semanas, além da oferta do "serviço" em hospitais ou clínicas. Ao Estado caberia arcar com os custos dos procedimentos e eventuais medicamentos e tratamentos necessários.

A derrota não foi tão expressiva pelos números em si, mas pela forma acachapante como sepultou os sonhos distópicos daquela militância que se emociona com a possibilidade de assassinar bebês ainda no útero. O resultado na Câmara baixa havia não só animado os argentinos que militam na extrema-esquerda como também os abutres dos países vizinhos. Por aqui os veículos de comunicação não pararam de acompanhar o assunto durante os últimos dias. Políticos como Sâmia Bomfim, Ivan Valente e tantos outros do mesmo naipe replicaram aqui os gestos da militância pró-morte. Jean Wyllys chegou até a ir para a capital portenha acompanhar a votação no Senado (não deve ter gostado nem um pouco do resultado). 

O caso do aborto na Argentina serve de estudo de caso para o Brasil e qualquer outra democracia minimamente organizada. Serve para mostrar que os defensores da morte conseguem dar passos muito maiores que os nossos por entenderem como funciona a política. Sem contar com amplo apoio na sociedade, eles atuam nos veículos de comunicação, na academia e em todas as frentes de pressão que não demandam o necessário apoio popular. Foi assim que conseguiram que mais de metade dos deputados a seu favor. Mesmo a votação no senado se deu de forma apertada. A direita argentina nos deu uma lição de mobilização, já que enfrentou a extrema-esquerda de forma altiva durante todo o processo. 

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No aspecto legal, é bom que a Direita aprenda a se organizar de acordo com o que as instituições permitem. Muitos de nós, se perguntados, dirão que não temos um estado de coisas minimamente satisfatório. Alguns pregarão que o ideal é um Estado mínimo, outros sugerirão a restauração monárquica e alguns irão lamentar a qualidade (ou falta de) dos nossos ministros do Supremo Tribunal Federal. Neste sentimento de demonização da política, acabamos por sabotar eventuais conquistas. Cada vez que um conservador insiste que ninguém presta e que as articulações políticas e mobilização são coisas infrutíferas, mas legitimamos os golpes aplicados pela extrema-esquerda. Nisso se incluí uma gama de golpes: desde golpes midiáticos que inflam o apoio que eles de fato possuem até golpes como o que o STF tenta aplicar para avançar nessas pautas dos ditos "progressistas".


Não obstante, a Direita tem que entender de uma vez por todas que estes que falam em nome dos Direitos Humanos não defendem de fato estes interesses. Ao contrário até: os direitos humanos defendem a vida, a propriedade, o trabalho, a liberdade de expressão e de culto. Exatamente o que a extrema-esquerda quer destruir. É possível dizer que a vitória dos movimentos pró-vida foi uma grande conquista dos Direitos Humanos. Quem perdeu foram os radicais que odeiam a democracia liberal e as garantias legais que só existem no mundo livre.

Claro, os hermanos tem ainda um passo decisivo pela frente: varrer do Congresso os parlamentares que votaram de forma contrária ao desejo de suas bases. Já por aqui o desafiou e reeleger uma legislatura de orientação liberal-conservadora, que impeça o avanço dessas pautas. Isso representa muito mais do que a própria eleição presidencial.

Os argentinos que salvaram a república no dia de ontem não o fizeram imaginando o retorno de um Messias ou lamentando o que seria o fim dos tempos. Eles rechaçaram os extremistas de esquerda fazendo política e utilizando o peso das instituições. Países que possuem uma direita organizada e altiva são justamente aqueles em que a extrema-esquerda não ganha nem campeonato de várzea - garantindo a presença destes países entre os mais desenvolvidos do mundo.


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