Ads Top


Se a Justiça houvesse sido feita, Dilma não teria sido hostilizada de forma tão grosseira


Muita gente se escandalizou com o vídeo em que uma mulher se dirige com os mais toscos xingamentos contra a ex-presidente Dilma Rousseff enquanto a petista pedalava de bicicleta em Belo Horizonte. Muitos se escandalizaram com o tom da mulher anônima que dirigiu impropérios para a política, mas poucos fizeram o exercício de tentar entender os motivos por trás de tudo aquilo.

Vivemos em um país onde o líder da maior facção criminosa aparece nas pesquisas com mais de 37%, liderando a corrida presidencial de forma isolada. Se espera que o condenado não vá concorrer por estar preso, mas o fato é que se disputasse seria o favorito de longe. Já que todos são iguais, como querem os fanáticos lavajateiros, então o homem simples prefere Lula.

continua depois da publicidade


Também é o país dos mais de 60 mil homicídios. E o que resolve apenas 8% destes crimes. é o país do garantismo penal levado ao extremo, em que uma cela especial para um ex-presidente corrupto é tratada por muitos como uma grave violação aos Direitos Humanos. é o país dos assassinos mirins, dos crimes de colarinho branco prescritos e dos coletivos de criminosos que infringem o máximo de leis possíveis sem sofrer maiores consequências. Em qualquer país que se pretenda civilizado, as pessoas não hostilizam políticos de forma tão truculenta. Mas é claro: qualquer país que se pretenda civilizado irá tratar seus criminosos de forma justa, sem dar a entender ao cidadão comum que o crime compensa. 

É evidente que isso gera repercussões negativas, a começar pela falta de legitimidade das instituições. A raiva e ressentimento sempre serão proporcionais a infâmia. No caso de Dilma, muitos brasileiros sabem que a czarina deveria no mínimo estar na cadeia pelos crimes cometidos no esquema do Petrolão, em especial nos casos que envolvem a refinaria de Pasadena e nas tentativas de obstrução da Justiça com o casal Mônica Moura e João Santana e Delcídio Amaral. Boa parte também se lembra do golpe que salvou os direitos políticos de Dilma no impeachment, capitaneado pelos senadores Katia Abreu, Randolfe Rodrigues e Renan Calheiros, que contou ainda com a operação do ministro Ricardo Lewandowski.

É por essas e outras que Dilma não é encarada como uma simples transeunte pilotando uma bicicleta. Comportamentos como o demonstrado por aquela senhora não devem ser encorajados, já que podem descambar para a violência em questão de instantes. Mas é preciso entender que a raiz da barbárie em democracias decadentes se dá sempre pela via da injustiça e impunidade generalizadas. São estas instituições carcomidas que fomentam o vale-tudo. 

Curta o Reacionário no Facebook:


[left-sidebar]

Tecnologia do Blogger.