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Paladino da censura, Pablo Ortellado publica duas fake news sobre o MBL no mesmo dia





Por mais bem construídas que algumas mentiras possam parecer, elas não costumam resistir muito aos fatos. Este é o caso de Pablo Ortellado. O célebre acadêmico que resolveu brincar de censor soviético parece mesmo perdido em seus delírios totalitários. Vejam só o que o velhaco aprontou ontem: em menos de duas horas ele espalhou duas fake news sobre o Movimento Brasil Livre que serão desmascaradas aqui. 

A primeira fake news foi publicada no portal da revista Época. Em uma longa matéria, Ortellado apresenta um suposto "levantamento inédito" sobre páginas que "poderão" influenciar nas eleições deste ano. Segundo o deplorável senhor, estas páginas não são exatamente "produtoras de conteúdo falso", mas que usam o expediente de pegar notícias da grande mídia e distorcerem seu conteúdo para gerar "desinformação" (já ouvimos isso antes). Vejam o que ele diz:



Bom, até aqui não há absolutamente nada que esteja em desacordo com a legislação brasileira ou com o que entendemos ser uma democracia. Qualquer cidadão pode interpretar fatos a luz de suas concepções de mundo, ao menos em países livres (o que não é o caso daqueles regimes dirigidos pelos carniceiros que a turma de Ortellado venera). Fazer "proselitismo político" ou qualquer coisa que o valha é um direito garantido pela Constituição. Ortellado só vai conseguir mudar isso se a quadrilha totalitária pela qual ele milita conseguir algum dia tomar o poder (claro, estaremos aqui para impedir que isso aconteça). 

Após fazer estas distorções, Ortellado apresenta o tal ecossistema do MBL identificados por ele:


Olhem o embuste: como é possível apresentar algo como páginas que "podem ser utilizadas" para espalhar fake news? É o mesmo que dizer que "certo fulano poderá cometer um crime no futuro". Ortellado deveria ao menos informar quando desenvolveu a capacidade de prever crimes. Será que foi assistindo Minority Report? Estas páginas também não pertenciam ao movimento. Sul Connection, Modo Espartano, O Diário Nacional, Ceticismo Político, Movimento Brasil 200 e Jornalivre já foram deletadas pelo Facebook no grande expurgo de 25 de Julho. E nenhuma delas pertencia ao movimento: Modo Espartano e Jornalivre pertenciam ao blogueiro Roger Scar, Sul Connection é um portal de notícias que pertencia ao jornalista Eduardo Bisotto, Brasil 200 era do empresário Flávio Rocha, Ceticismo Político e o Diário Nacional a blogueira Francine Galbier. Aliás, o próprio Ortellado havia comentado sobre as exclusões em diversas ocasiões, mas agora finge desconhecer que foram deletadas e as apresenta como uma possível ameaça. Ele esqueceu do que disse ou será que não gravou direito as mentiras que espalharia na imprensa?



Ortellado já havia se referido a este blog recentemente, indicando (ou talvez lamentando) que a página deste blog não caiu no grande expurgo promovido pelos lacaios do Grande Irmão Mark Zuckerberg. Ortellado talvez não tenha entendido o motivo pela qual a página do blog não caiu, então explico: não caiu pois existe desde meados de 2012. No princípio era conteúdo genérico, até a criação do blog. O perfil pessoal deste que vos fala caiu apenas por estar relacionado ao MBL, mas não havia como relacionar esta página a fake news pois isso nunca aconteceu por aqui. O mais próximo que se chegou foi em meados de 2015 por engano: na época o amigo Cassiano Pastori escrevia uma coluna de sátiras no blog ao estilo Joselito Muller. Ele publicou em sua coluna a tal matéria, mas o negócio saiu do controle igual o gracejo da CBM sobre o assassinato de Arthur Moledo do Val. Absolutamente ninguém leu o rodapé da matéria afirmando que era um texto humorístico e saíram compartilhando. O caso gerou certo desgaste e o Cassiano preferiu deixar o blog. O próprio poderá confirmar a história. Desde então adotei o procedimento de sempre mencionar em negrito e vermelho os links de onde tiro as informações, além de deixar de misturar humor e publicação escrita para evitar aborrecimentos. O fato objetivo é que este blog sequer pertence ao MBL, sendo de minha exclusiva propriedade. Por óbvio que o conteúdo passou a ser compartilhado na página do movimento após meu ingresso na organização. É que ainda não há lei que proíba grupos ou pessoas que pensam de forma parecida de compartilharem conteúdo uma das outras. Portanto qualquer ilação sugerindo que a página é do MBL não passa de fake news. Abaixo o post com a fake news de Ortellado, abaixo a postagem do MBL no Twitter. 





Ainda nesta trilha, Ortellado publicou outra fake news perigosa em seu perfil: segundo o honorável canalha, o MBL havia publicado que Leonardo Sakamoto estaria envolvido com o esquema operado pelo PT junto a influenciadores digitais no Twitter. Isso é mentira: todas as publicações do MBL indagam sobre o sumiço de Sakamoto e sobre qual seriam suas aspas sobre o caso. Segundo Ortellado, o jornalista está hospitalizado com pneumonia e por isso estava ausente das redes sociais. O que ele não menciona é que não é obrigação de ninguém saber o que se passa na vida pessoal de Sakamoto, apenas indagá-lo sobre suas cretinas opiniões públicas. Ortellado não é nenhum analfabeto funcional, se há alguém com capacidade de interpretar textos é este o cara. Se ele leu em algum lugar que o MBL havia afirmado que Sakamoto estava envolvido no esquema, então ele é quem deve apresentar as provas - se não nas redes, que o faça na Justiça. 

Óbvio que Ortellado mente sobre este blog, sobre o MBL e sobre a Direita. Muito recentemente ele ficou desgostoso porque escrevi um breve artigo para a Folha de São Paulo junto com meu amigo Luís Felipe Panelli rebatendo as críticas rasas que o acadêmico fascista escreveu insultando a obra do conservador Roger Scruton. Sem jamais possuir qualquer possibilidade de alcançar a estatura moral de Scruton, Ortellado disse que o livro "Pensadores da Nova Esquerda" era uma obra panfletária que traçava críticas enviesadas sobre os autores citados, além de não abordar toda a complexidade de cada um. Mas é justamente este o propósito do livro. Em nenhum momento Scruton apresenta esta obra em particular como uma referência acadêmica, mas sim política. Após lembrarmos o fato, Ortellado resmungou em seu Facebook que "o MBL havia mandado membros rebaterem seu texto". Este senhor de fato pensa que somos lacaios como ele. O Panelli é advogado e professor universitário, além de cursar doutorado em Direito Tributário na PUC-SP. Eu sou ainda um iniciante na vida acadêmica, curso pós-graduação em Ciência Política na Fundação Escola de Sociologia e Política de SP. Tanto eu quanto o Panelli temos aspirações acadêmicas, sendo que ele sequer faz parte do movimento - apesar de atuar como advogado no escritório do Fernando Holiday. Diga-se de passagem, foi contratado por sua competência. Eu ainda me preparo para o mestrado (no momento não sei se sigo Sociologia ou Ciência Política), e por isso me aventuro em certos projetos paralelos que nada tem a ver com o MBL. 

Em democracias, indivíduos são livres para tocarem quantos projetos desejarem sem que um feitor os obrigue ao que quer que seja. É assim que acontece conosco. Pena que o medíocre aspirante a Pavel Lebedev-Polianskii tente se fazer de sonso fingindo não entender o que se passa. O que ele quer é assassinar reputações e destruir movimentos democráticos. Até agora nada parou o homem. Talvez o único modo de dissuadia-lo de seu projeto de censura é prometendo a ele um fornecimento vitalício de lavagem, já que é disso que os porcos se alimentam.



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