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O que deu na cabeça de Carmén e Dodge para confraternizarem com alguém que diz que o judiciário brasileiro é golpista?



Todos já viram o vídeo hilário em que a ministra presidente do Supremo Tribunal Federal Carmén Lúcia confraterniza com a cantora Alcione e a Procuradora-Geral da República Raquel Dodge. As mulheres cantam, ensaiam passos de samba e riem de modo efusivo. Seria só mais um vídeo constrangedor de momentos de descontração se não fosse o fato de que ali estavam dois dos mais importantes nomes do judiciário brasileiro. Reunidas em ritmo de festa com uma petista que considera que Lula é o injustiçado pai dos pobres vítima de perseguição política e que Dilma Rousseff foi vítima de um golpe.

Ora, em que mundo vivem estas senhoras? Cantando na companhia de quem empresta o prestígio artístico a defesa de criminosos? Confraternizando com quem trabalha contra as instituições? fazendo referências ao "morro"enquanto policiais militares morrem vítimas da violência, a mesma que transforma milhões de cidadãos pobres em reféns do crime organizado?

Vejam só: não se trata de uma dancinha ou uma cantoria fora de contexto. Aqui não estamos falando das senhoras que nos provocam vergonha alheia com festejos indevidos fora de hora. Estamos falando da falta de dignidade que estas senhoras emprestam aos seus respectivos órgãos ao protagonizarem este episódio na companhia de uma militante que promove a narrativa de que nosso judiciário é ilegítimo e golpista. Isso jamais aconteceria em um país sério.

Há algo de muito errado neste país. Isso não é sintoma da decadência de nossas instituições, mas sim a razão de grande parte dos nossos males. Nossos homens públicos vivem isolados em suas torres de marfim assim como os Elois na ficção Viagem ao Futuro. Habitam um universo paralelo de calmaria e gordos benefícios, sustentados pelo trabalho do homem comum. Nem por um momento se dão conta do que se passa no país, das ameaças a democracia representadas tanto pelos partidos de extrema-esquerda que militam contra o país quanto pela crescente descrença nas instituições. É assim que caminhamos a passos largos rumo ao abismo.


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